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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

METODOLOGIA DA PESQUISA



 Primeiramente, devem-se observar os padrões de comportamento do público-alvo para depois entender, onde estão as oportunidades que receberão a maior atenção dos programas de marketing e geração de demanda.

O que é um projeto?

Projeto, literalmente, é colocar adiante.

A elaboração de qualquer projeto depende de dois fatores fundamentais:

·      A capacidade de construir uma imagem mental de uma situação futura;
·      A capacidade de conceber um plano de ação a ser executado em um tempo  
determinado que vai permitir sua realização.

Projeto de pesquisa

O projeto é uma das etapas componentes do processo de elaboração, execução e apresentação da pesquisa. Esta necessita ser planejada com extremo rigor, caso contrário o investigador, em determinada altura, encontrar-se-á perdido num embaraçado de dados colhidos, sem saber como dispor dos mesmos ou até desconhecendo seu significado e importância.

Em uma pesquisa, nada se faz ao acaso. Desde a escolha do tema, fixação dos objetivos, determinação da metodologia, coleta dos dados, sua análise e interpretação para a elaboração do relatório final (monografia, dissertação e tese), tudo é previsto no projeto de pesquisa.  

Um projeto de pesquisa deve, portanto, responder às clássicas questões: 

·      O que fazer?
·      Por que fazer?
·      Para quem fazer?
·      Onde fazer?
·      Como, com que, quanto e quando fazer?
·      Com quanto fazer e como pagar?
·      Quem vai fazer?

O preenchimento do diagrama exige também uma reflexão individual, faça as seguintes perguntas:

·      Tema de pesquisa – Qual o tema da pesquisa? Em que área o tema se encontra? Sou
pesquisador de que área? Como quero ser conhecido (pesquisador de que assunto)?

·      Palavra-chave – palavras que direcionam a pesquisa e que podem ser cruzadas no
âmbito do trabalho.

·      Proposta – O que se propõe no trabalho? Qual o objetivo macro? 

·      Método para validar – ferramentas ou técnicas a utilizar para atingir os objetivos
traçados e validar cientificamente. Para este último observar tipo de pesquisa, método e teoria em que se apoia.

Estruturação do projeto

·      Definindo o tema e título (o quê?)

O tema é o assunto que se deseja provar ou desenvolver. Pode surgir de uma dificuldade prática enfrentada pelo coordenador, da sua curiosidade científica, de desafios encontrados na leitura de outros trabalhos ou da própria teoria.  Pode ter surgido pela entidade responsável, portanto, “encomendado”, o que, no entanto não lhe tira o caráter científico. 

Independente de sua origem, o tema é, nessa fase, necessariamente ampla, precisando bem o assunto geral sobre o qual se deseja realizar a pesquisa.

Do tema é feita a delimitação que deve ser dotada de um sujeito e um objeto. Já o título, acompanhado ou não por subtítulo, difere do tema. Enquanto este último sofre um processo de delimitação e especificação, para torná-lo viável à realização da pesquisa, o título sintetiza o conteúdo da mesma.

·      Objetivos (para quê?)

Atenção! Os objetivos devem ser sempre expressos em verbos de ação

Ø Geral – está ligado a uma visão global e abrangente do tema. Relaciona-se com o
conteúdo intrínseco, quer dos fenômenos e eventos, quer das idéias estudadas. Vincula-se diretamente à própria significação da tese proposta pelo projeto.

Ø Específicos – apresentam caráter mais concreto. Têm função intermediária e
instrumental, permitindo de um lado, atingir o objetivo geral e, de outro, aplicar este a situações particulares.

·      Justificativa (por quê?)

É o único item do projeto que apresenta respostas à questão por quê? De suma importância, geralmente é o elemento que contribui mais diretamente na aceitação da pesquisa pela(s) pessoa(s) ou entidades que vai financiá-la. 

A justificativa consiste em uma exposição sucinta, porém completa, das razões de ordem teórica e dos motivos de ordem prática que tornam importante a realização da pesquisa.

Deve enfatizar: 

Ø o estágio em que  se encontra a teoria respeitante ao tema;

Ø as contribuições teóricas que a pesquisa pode trazer: confirmação geral,  confirmação
na sociedade particular em que se insere a pesquisa, especificação para casos particulares, clarificação da teoria, resolução de pontos obscuros;

Ø a importância do tema do ponto de vista geral;

Ø a importância do tema para casos particulares em questão;

Ø possibilidade de sugerir modificações no âmbito da realidade abarcada pelo tema
proposto;

Ø descoberta de soluções para casos gerais e/ou particulares.

A justificativa difere da revisão da bibliografia e, por este motivo, não apresenta citações de outros autores.

Ø Formulação do problema

A formulação do problema prende-se ao tema proposto: ela esclarece a dificuldade específica com a qual se defronta e que se pretende resolver por intermédio da pesquisa.

O problema, assim, consiste em um enunciado explicitado de forma clara, compreensível e operacional, cujo melhor modo de solução ou é uma pesquisa ou pode ser resolvido por meio de processos científicos. Concluem-se disso que perguntas retóricas, especulativas e afirmativas (valorativas) não são perguntas científicas.

Ø Hipóteses

v É uma suposição que se faz na tentativa de explicar o problema;
v Como resposta e explicação provisória, relacionam duas ou mais variáveis do
problema levantado;
v Deve ser testável e responder ao problema;
v Serve de guia na pesquisa para verificar sua validade.
v Surgem de observação, resultados de outras pesquisas, teorias e intuição.

As hipóteses constituem “respostas” supostas e provisórias ao problema. A principal resposta é denominada hipótese básica, podendo ser complementada por outras,  que recebem a denominação de secundárias.

·      Método científico (como?)

A investigação científica depende de um “conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos” para que seus objetivos sejam atingidos: os métodos científicos.

Método científico é o conjunto de processos ou operações mentais que se deve empregar na investigação. É a linha de raciocínio adotada no processo de pesquisa.

Pesquisa é o modo científico para obter conhecimento da realidade empírica (tudo que existe e pode ser conhecido pela experiência); processo formal e sistemático de desenvolvimento do método científico.

Método é a forma de pensar para se chegar à natureza de um determinado problema, quer seja para estudá-lo ou explicá-lo.

Ø Classificação das pesquisas

Ø Quanto à natureza:

v Pesquisa básica – objetiva gerar conhecimentos novos úteis para o avanço da ciência
sem aplicação prática prevista. Envolve verdades e interesses universais.

v Pesquisa aplicada – objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática dirigida à
solução de problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais.

Ø Quanto à forma de abordagem:

v Pesquisa quantitativa – considera que tudo pode ser quantificável, o que significa
traduzir em números opiniões e informações para classificá-los e analisá-los. Requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas (percentagem, média, moda, mediana, desvio padrão, coeficiente de correlação, análise de regressão, etc...).

v Pesquisa qualitativa – considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o
sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números. A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicas no processo de pesquisa qualitativa. Não requer os usos de métodos e técnicas estatísticas. O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o instrumento chave. É descritiva. Os pesquisadores tendem a analisar seus dados indutivamente. O processo e seu significado são os focos principais de abordagem.

Ø Quanto aos objetivos:

v Pesquisa exploratória – visa proporcionar maior familiaridade com o problema com
vistas a torná-lo explícito ou a construir hipóteses. Envolvem levantamento bibliográfico; entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado; análise de exemplos que estimulem a compreensão. Assume, em geral, as formas de pesquisas bibliográficas e estudos de caso.

v Pesquisa descritiva – visa descrever as características de determinada população ou
fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Envolvem o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e observação sistemática. Assume, em geral, a forma de levantamento.

v Pesquisa explicativa – visa identificar os fatores que determinam ou contribuem para
a ocorrência dos fenômenos. Aprofunda o conhecimento da realidade porque explica a razão, o “por quê” das coisas. Quando realizada nas ciências naturais requer o uso do método experimental e nas ciências sociais requer o uso do método observacional. Assume, em geral, a formas de pesquisa experimental e pesquisa ex-post-facto.

Ø Quanto aos procedimentos técnicos:

v Pesquisa bibliográfica – quando elaborada a partir de material já publicado,
constituído principalmente de livros, artigos de periódicos e atualmente com material disponibilizado na Internet.

v Pesquisa documental – quando elaborada a partir de materiais que não receberam
tratamento analítico.

v Pesquisa experimental – quando se determina um objeto de estudo, seleciona-se as
variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, define-se as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto.

v Levantamento – quando a pesquisa envolve a interrogação direta das pessoas cujo
comportamento se deseja conhecer.

v Estudo de caso – quando envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos
objetos de maneira que se permita o seu amplo e detalhado conhecimento.

v Pesquisa ex-post-facto – quando o “experimento” se realiza depois dos fatos.

v Pesquisa-ação – quando concebida e realizada em estreita associação com uma ação
ou com a resolução de um problema coletivo. Os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo.

v Pesquisa-participante – quando se desenvolve a partir da interação entre
pesquisadores e membros das situações investigadas.
 
Toda pesquisa requer um embasamento teórico. Nele é preciso observar a teoria de base que dará sustentação ao trabalho, a revisão bibliográfica e a definição dos termos.

·      Embasamento Teórico (como?)

Respondendo ainda à questão como? Aparecem aqui os elementos de fundamentação
teórica da pesquisa e, também, a definição dos conceitos empregados.

Ø Teoria de base

A finalidade da pesquisa científica não é apenas um relatório ou descrição de fatos
levantados empiricamente, mas o desenvolvimento de um caráter interpretativo, no que
se refere aos dados obtidos. Para tal, é imprescindível correlacionar a pesquisa com o
universo teórico, optando-se por um modelo que serve de embasamento à interpretação
do significado dos dados e fatos colhidos ou levantados.
  
Todo projeto de pesquisa deve conter as premissas ou pressupostos teóricos sobre os
quais o pesquisador (o coordenador e os principais elementos de sua equipe)
fundamentará sua interpretação.

Ø Revisão bibliográfica

Pesquisa alguma parte hoje da estaca zero. Mesmo que exploratória, isto é, de avaliação
de uma situação concreta desconhecida, em um dado local, alguém ou um grupo, em
algum lugar, já deve ter feito pesquisas iguais ou semelhantes ou mesmo
complementares de certos aspectos da pesquisa pretendida. Uma procura de tais fontes,
documentais ou bibliográficas, torna-se imprescindível para a não-duplicação de
esforços, a não“descoberta” de idéias já expressas, a não-inclusão de “lugares-comuns”
no trabalho.

A citação das principais conclusões a que outros autores chegaram permite salientar a
contribuição da pesquisa realizada, demonstrar contradições ou reafirmar
comportamentos e atitudes. Tanto a confirmação, em dada comunidade, de resultados
obtidos em outra sociedade quanto a enumeração das discrepâncias são de grande
importância.

Ø Definição dos termos

A ciência lida com conceitos, isto é, termos simbólicos que sintetizam as coisas e os
fenômenos perceptíveis na natureza, no mundo psíquico do homem ou na sociedade, de
forma direta ou indireta. Para que se possa esclarecer o fato ou fenômenos que se está
investigando a ter possibilidade de comunicá-lo, de forma não ambígua, é necessário
defini-lo com precisão. Os termos precisam ser especificados para a compreensão de
todos.
  
·      Cronograma (quando?)

A elaboração do cronograma responde à pergunta quando? A pesquisa deve ser divida
em partes, fazendo-se a previsão do tempo necessário para passar de uma fase a outra.
Não esquecer que, se determinadas partes podem ser executadas simultaneamente, pelos
vários membros da equipe, existem outras que dependem das anteriores, como é o caso
da análise e interpretação, cuja realização depende da codificação e tabulação, só
possíveis depois de colhidos os dados.

·      Orçamento (com quanto?)

Respondendo à questão com quanto?, o orçamento distribui os gastos por vários itens,
que devem necessariamente ser separados. Inclui:

Ø Pessoal – do coordenador aos pesquisadores de campo, todos os elementos deve
ter computados os seus ganhos, quer globais, mensais, semanais ou por hora/atividade,
incluindo os programadores de computador;

Ø Material, subdivididos em:

v elementos consumidos no processo de realização da pesquisa, como papel, canetas,
lápis, cartões ou plaquetas de identificação dos pesquisadores de campo, hora/computador, datilografia, xerox, encadernação etc.;

v elementos permanentes, cuja posse pode retornar à entidade financiadora, ou serem
alugados,  computadores, calculadoras, etc..
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Vídeo super interessante, onde o professor Fábio Maimone explica o que é metodologia da pesquisa.


domingo, 15 de janeiro de 2012

ORGANIZAÇÃO DA FORMA E DO ESPAÇO ARQUITETÔNICO




A organização arquitetônica visa compreender as implicações de tamanho, medida, forma, volume e espaço nas obras arquitetônicas e reconhecer os princípios básicos que informam a estruturação e aplicar tais princípios em formas tridimensionais simples.

Introdução

Se for consultado algum dicionário, poderiam ser encontradas as seguintes definições para os termos forma e espaço:

Forma – Estrutura, organização e disposição das partes ou elementos de um corpo ou objeto. Modo pela qual uma determinada coisa em um dado contexto se revela a nossa percepção. São atributos de uma forma: sua configuração, seu tamanho, sua textura, sua cor e sua localização.

Espaço – Extensão do campo tridimensional que abrange tudo o que nos cerca. É onde as coisas do mundo sensível existem, e no qual nos deslocamos em três dimensões: esquerda e direita, para frente e para trás e para cima e para baixo. Relações de posição entre corpos. Intervalo vazio entre corpos, partes de um corpo, ou entre objetos.

Estas definições não são suficientes para explicar a complexidade que esse tema tem para os arquitetos. Da mesma maneira, este capítulo não tem a pretensão de esgotar o assunto. Ao contrário, estes apontamentos apenas vão introduzir alguns conceitos fundamentais da organização da forma do espaço arquitetônico e de suas implicações na concepção arquitetônica.

A compreensão da forma: formas reais e formas ideais

As formas reais são as coisas do mundo sensível e devem sua existência a causas físicas, biológicas, funcionais e/ou finais, ou sócio-culturais. Neste universo real, forma e contexto são interdependentes e complementares. Já as formas ideais são os modelos abstratos produzidos pela imaginação humana. Estes modelos utópicos, inviáveis no mundo real, são perfeitamente regulares, exatos em medida e contorno, teoricamente fixos e estáveis e identicamente reproduzíveis. Formas que independem do seu contexto, pois o espaço que ocupam ou delimitam é indefinível, infinito e homogêneo. Para compreender as coisas do mundo sensível e para intervir neste mundo se faz uso da
Geometria.

Esta geometria, que chamamos de Euclidiana, é um dos produtos mais notáveis da capacidade de abstração e racionalização humana. Registrada por Euclides por volta de 300 AC. nos ELEMENTOS, síntese sistemática da geometria grega, objetivava ensinar a medir e demarcar regiões ou partes do espaço real a partir do estudo de um espaço abstrato e de figuras espaciais ideais. Própria para cálculos em superfícies planas – onde, por exemplo, os ângulos internos de um triângulo somam sempre 180° e as linhas paralelas se mantêm à mesma distância uma das outras. Na verdade sua influência foi muito maior, pois seu magistral método de síntese – axiomas, postulados, teoremas e provas – afetou profundamente o pensamento ocidental. No século XIX, alguns matemáticos compreenderam que são necessários diferentes tipos de geometria para descrever os equivalentes de triângulos, de linhas paralelas e assim por diante em superfícies curvas. Foram então propostos sistemas geométricos absolutamente novos, e, por mais abstratas e esotéricas que essas geometrias parecessem na época, no princípio do século XX a chamada Geometria de Riemann viria a ser encarada como mais verdadeira que a Geometria Euclidiana.

Hoje se dispõem de novas maneiras para descrições convincentes de formas e superfícies complexas. Disciplinas dedicadas ao estudo da matéria vital foram as que mais demandaram este tipo de descrição geométrica. No entanto, a Geometria Euclidiana, mesmo sendo incapaz de dar contas de uma realidade complexa, continua sendo um instrumento indispensável, pois favorece um esclarecimento imediato da forma, quando aplicada em atividades tais como a construção ou o projeto arquitetônico. Ao procurar definir a arquitetura o arquiteto, e mais importante tratadista desse século, LeCorbusier argumentou que a geometria seria de fato a linguagem do arquiteto. Seja como instrumento de controle “neutro” e meio de representação ou como símbolo e modelo, como “filtro” da forma ou como forma ela mesma; para a arquitetura a geometria é uma condição necessária essencial. No entanto, a concepção das formas e dos espaços arquitetônicos requer a construção mental de um sistema de referência. O que difere um tetraedro que se encontra no pensamento do arquiteto daquele que se encontra no pensamento do geômetra é o seu tamanho, diferença fundamental entre as duas linhas de pensamento. A geometria do espaço arquitetural concebida como projeção do espaço do pensamento no espaço real requer uma regra de passagem: a escala.

Arquitetura: forma e espaço

A Arquitetura se distingue pela sua forma construída e pela sua natureza espacial: a delimitação e organização de lugares para atividades humanas. No entanto o autor Nicolaus Pevsnervai argumentar que se toda Arquitetura é construção, nem toda construção é Arquitetura. Arquitetura seria uma construção com uma intenção plástico-formal. É bem verdade que, sob um ponto de vista antropológico, cujo alvo de interesse é a investigação de instituições sociais e de sistemas culturais, a afirmação de Pevsner – datada de 1943 num texto que toma como exemplo da diferença entre uma catedral e um abrigo de bicicletas – é, de certa maneira, insustentável. Sob esta ótica, as duas edificações deixam de pertencer a universos distintos, passando então a situar-se em polos opostos de uma mesma dimensão dentro de um determinado contexto cultural. As construções, os edifícios e os espaços urbanos passam a ser vistos como entidades físicas que emolduram atividades humanas ao estabelecer cenários que cristalizam rituais ou ações e comportamentos repetidos.

A discussão do que vem a ser a forma e o espaço arquitetônico remonta a antiguidade clássica. Marcus Vitruvius Pollio foi um arquiteto romano que escreveu o mais antigo tratado de arquitetura conhecido: De Architectura Libri Decem, composto no Século I a.C. e esquecido durante a Idade Média, foi redescoberto no mosteiro de Saint Gall em 1416. Vitruvio, como ficou conhecido, tinha profundo conhecimento dos antigos textos gregos e romanos e procurou reunir todo este saber em uma teoria normativa unificada. No entanto, os contornos fundamentais daquilo que entendemos hoje como Arquitetura foram definidos no Século XV.

O maior tratadista de arquitetura do Renascimento Leon Battista Alberti (1404-1472) foi fortemente influenciado pelo, então, recém descoberto texto de Vitruvio. Além de arquiteto, era um grande estudioso com interesses em muitas áreas do conhecimento e foi dramaturgo e matemático. Como encarregado do Papa pelas construções da igreja, teve ocasião de escrever um dos mais completos tratados de arquitetura De re aedificatoria. A maior parte deste texto foi completada em 1452 e o seu todo impresso em 1485. Elaborado sobre a tradição de saber herdada de Vitruvio tinha como propósito definir um ofício e uma arte e dar-lhes um conjunto de regras e normas. Como Vitruvio, Alberti queria que seu texto incluísse tudo aquilo que fosse necessário para a concepção e controle da construção de edifícios e procurou reunir todo o saber conhecido até aquele momento. De certa maneira pode ser considerado um texto fundador da tradição arquitetônica. É a partir dele que a Arquitetura passa a constituir, de fato, um ramo do conhecimento.

As três condições básicas que devem ser atendidas para a definição da forma e do espaço arquitetônico, conforme postuladas por Alberti e parafraseadas até hoje pela maior parte dos teóricos, são: solidez, utilidade e beleza.

De qualquer maneira é importante notar que, como na arte, a intenção plástica da forma de uma obra arquitetônica muitas vezes só pode ser entendida através de sua relação com formas preexistentes. Não há invenção sem precedente. Além disso, obras de arte são, em muitos casos, criadas como paralelo ou antítese de algum modelo anterior. A nova forma aparece não necessariamente para expressar algum conteúdo novo, mas para substituir uma forma que perdeu vitalidade.

Geração da forma arquitetônica

A geração da forma arquitetônica se caracteriza pela ampla liberdade de escolha e por influências de ordem sócio-cultural, dada a baixa exigência de desempenho funcional. Ou seja, para se gerar a forma de uma fuselagem de um avião deve-se reconhecer seu desempenho aerodinâmico, sem o que este avião não poderá voar; da mesma maneira, para se gerar a forma do casco de um navio deve-se reconhecer seu desempenho hidrodinâmico, sem o que este navio não poderá flutuar.

No entanto, diferentemente de outros produtos cuja forma deriva em maior ou menor grau de um desempenho funcional, a arquitetura, como toda construção edificada, mantém uma relação simbiótica, integral e singular com o seu contexto físico. A forma arquitetônica pode ser gerada de quatro formas básicas: Pragmática, Icônica, Canônica e Analógica.

·      Pragmática (forma arquitetônica primitiva): O processo construtivo se dá de maneira
empírica, tentativa e erro;

·      Icônica (forma arquitetônica vernacular): O processo construtivo é dominado e o
padrão formal obtido se torna uma constante e adquire um valor icônico;

·      Canônica (forma arquitetônica erudita): A concepção arquitetônica precede a obra
construída. No desenvolvimento da concepção, o arquiteto passa a desenvolver um especial interesse por padrões, modulação, ordenação, regularidade e equilíbrio. Busca princípios elementares que definam uma lógica que facilite a concepção arquitetônica. A unidade formal e a solução plástica da obra são então resolvidas por estes princípios;

·      Analógica (forma arquitetônica erudita): A concepção arquitetônica precede a obra
construída. No desenvolvimento da concepção, o arquiteto procura estabelecer referências analógicas, descobrindo princípios de semelhança entre elementos distintos.

Organização da forma arquitetônica

A definição da forma arquitetônica é basicamente determinada pela relação precisa entre elementos construtivos que definirão lugares que servem como lugares de uso ou destino, lugares de movimento e conexão. Os arranjos formais em arquitetura se fazem a partir de esquemas básicos que ordenam esses elementos em função de uma ideia ou tema formal, um partido ou uma Intenção Compositiva que reconhece as circunstâncias e limitações de um dado contexto ou situação e as incorpora numa solução. A natureza estrutural inerente à arquitetura implica numa ordenação de base geométrica; logo, os esquemas básicos que vão relacionar os elementos fundamentais derivam dessa base geométrica. Esquemas que visam estabelecer mais uma disciplina do que uma limitação: permitem o crescimento, acomodam o movimento e podem ser elaboradas de forma a encompassar variação e complexidades infinitas.

Concepção dos espaços e das formas arquitetônicas

A produção de edificações se institui hoje segundo fases distintas pelas quais a operação de concepção se separa da atividade construtiva. A principal função de arquitetos e engenheiros no atual contexto sócio-econômico não é o de produzir construções e sim idealizá-las. Intervêm essencialmente na qualidade de projetistas. Um projeto se estabelece a partir de uma representação que antecipa o que será uma futura edificação e enquanto documentada unicamente no papel ou em modelos não é mais que um conjunto de intenções e promessas.

No seu sentido mais amplo e compreensivo, projeto significa antecipação. O objeto desta antecipação não é necessariamente um dado ou evento material. No entanto, no seu uso corrente, favorecido talvez pelo seu uso proeminente em arquitetura, o termo é efetivamente usado como antecipação de um evento material.

O projeto enquanto antecipação implica não só numa referência ao futuro, mas também numa condição de possibilidade de realização neste horizonte temporal. Considerar a capacidade de projetar do homem é pressupor que o futuro não se determina de maneira unívoca, que o mundo real é um campo onde se pode desenvolver uma criatividade humana. O ato de projetar envolve, então, a capacidade de analisar e avaliar situações; a habilidade para antecipar eventos futuros e a capacidade de um pensamento criativo com o qual se desenvolve soluções adequadas.

Do ponto de vista construtivo, projetar é organizar e fixar construtivamente os elementos formais que resultam de uma vontade ou intenção de transformar um dado ambiente ou lugar. Projetar é um jogo criativo, que incluirá algum procedimento de avaliação restrita, que resultará na definição das formas possíveis de alguma coisa e o “como” esta coisa será feita.

Embora se tenha tentado reduzir a ação projetual à um processo de busca e síntese, será sempre uma arte, uma mistura peculiar de racionalidade e irracionalidade

Projetar significa lidar com qualidades, com conexões complexas, com paradoxos e ambiguidades. A invenção de qualquer artefato pressupõe as habilidades de se abstrair e de se antecipar. Estas faculdades existem, em maior ou menor grau, mesmo naqueles indivíduos mais resistentes à aquisição formal de conhecimentos. Para os arquitetos a concepção de projetos envolve as capacidades de abstração – sobre dados de um programa de necessidades – e de antecipação – idealização e representação de soluções plausíveis.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

TEORIA E HISTÓRIA DA ARQUITETURA



Teoria da arquitetura é o ato de pensar, discutir, ou ainda mais importante, escrever sobre arquitetura. 

Introdução

Esta disciplina apresenta geralmente uma estrutura centrada em uma abordagem cronológica da história. Nessa perspectiva, trabalha-se os conteúdos com ênfase em um olhar contemporâneo, encaminhando simultaneamente os estudos da arquitetura internacional e nacional, artes, paisagismo, urbanismo e urbanização. Ou seja, com uma forte ênfase na compreensão da determinante cultural do partido arquitetônico e na discussão do enfrentamento das difíceis questões decorrentes da atual dinâmica das metrópoles.

Objetivos gerais

Defina-se como objetivos gerais discutir o papel das vanguardas em sua construção de uma identidade nacional contemporânea, reconhecendo a diversidade de tendências que coexistem no período entre-guerras e que em grande parte se fazem notar hoje no patrimônio construído de nossas cidades, discutindo os critérios e métodos projetuais e construtivos. Em decorrência dessa reflexão, à luz da herança da modernidade e do pluralismo atual, trata-se das questões do projeto e construção do ambiente contemporâneo, estimulando a discussão da possibilidade de identidade cultural para a nossa arquitetura, a investigação atual sobre o partido arquitetônico e as técnicas construtivas, e os principais desafios, questões e perspectivas para a profissão, considerando as diversas tendências existentes na construção da cidade e do ambiente contemporâneo.

A abordagem didático-pedagógica desse campo acima definido procura atingir os objetivos que seguem:

·      Transmitir informações básicas aos alunos, de modo que venham a situar-se diante
das principais tendências e eventos em cada período;

·      Enfocar os vários campos do projeto de arquitetura (projeto do edifício, projetos
urbanos e de paisagismo), sempre estabelecendo relações com as artes (sobretudo artes plásticas), com as grandes questões da cultura em cada período e com a construção do ambiente no qual se inserem;

·      Orientar os alunos a atividades de pesquisa no âmbito da disciplina, sobre projetos e
obras de arquitetura.

Este último item é o desafio didático principal que coloca-se nas disciplinas, propondo a produção de conhecimento como atividade estruturadora do ensino de Teoria e História. A atividade de pesquisa na Universidade não pode ser definida no âmbito das disciplinas, porém, conforme cada caso, é possível que disciplinas tragam contribuições a trabalhos sistemáticos de pesquisa. Assim, a função da disciplina deixa de ser a transmissão de conhecimento e passa a ser, também, a produção de conhecimento. Como atingir este patamar com o aluno de graduação, em uma atividade restrita à estruturação do ensino em torno da hora-aula? Contribuir na organização e sistematização de banco de dados sobre história e teoria da arquitetura com ênfase na produção da região em que a escola se insere, bem como sua divulgação em diversos meios, sobretudo através da Internet, pode ter o papel de mostrar ao aluno aplicações extraclasse para seu trabalho e o contato com realidades e tecnologias que estão transformando o cotidiano.

Apesar de a disciplina ocupar um campo estabelecido e de certo modo convencional, procura-se vê-la também como um laboratório permanente de ensino, aprendizagem e síntese. Daí a importância da pesquisa, sobretudo em uma disciplina de caráter teórico no curso de arquitetura. O seu caráter teórico não decorre de abordagens expositivas, quer por parte do professor, quer por parte do aluno, decorre do caráter de investigação a que se estimula o aluno no que se refere ao ambiente e cultura para os quais o arquiteto deve responder, a partir, sobretudo, do projeto.

É necessário também que o aluno adquira habilidade, confiança e autonomia nos procedimentos de pesquisa. Parece-nos indispensável que seja desafiado a compreender a diferença entre os estudos do segundo grau e os estudos universitários, centrados não tanto na fixação quanto na investigação, na reflexão e na crítica no âmbito de um campo de formação e atuação. É necessário que se reduza a distância entre o ensino e a prática da produção do projeto e uma das contribuições que a disciplina teórica pode dar é para a capacidade de o aluno apreciar e avaliar, por si, e de modo pertinente, obras de arquitetura.

Deve-se enfatizar nessa leitura da arquitetura (sempre edifício, paisagismo, urbanismo) não apenas a imagem, tão explorada nas nossas indispensáveis coleções de slides e transparências, mas a materialidade da obra. Costumamos expressar essa abrangência por três aspectos interdependentes: habitabilidade, construtibilidade, linguagem. Para se dar conta dessa complexidade e da organização de seus procedimentos e alvos, é fornecido aos alunos um roteiro de trabalho.

Os resultados permitirão com o tempo uma série de desdobramentos, lançando luz sobre a arquitetura menos conhecida, mas de grande qualidade nos casos estudados. A aplicação que tem-se é um processo sistemático de investigação, onde o aluno, dominando os procedimentos propostos passa a participar já em sua formação da necessária aventura da produção de conhecimento sobre nossa arquitetura.
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Assista essa história rápida sobre a arquitetura, feita pela Lindiagane Silveira para o Espaço Cultural.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

CONFORTO AMBIENTAL



O conforto ambiental tem como objetivo adequar os princípios físicos envolvidos e as necessidades de caráter ambiental - higrotérmicas, visuais, acústicas e da qualidade do ar interno e externo - aos projetos construtivos.

"RECAPITULANDO... No módulo introdutório, apresentei o mundo da Arquitetura de uma forma simples e fundamental. Falei um pouco da Arquitetura como um todo, sua definição e a função de quem trabalha nessa área, apresentei como ocorre a contratação de um arquiteto e um vídeo bastante interessante e sugeri um exercício de modo evolutivo.
Agora, vou enraizar mais o tema de Arquitetura, no módulo intermediário. Bom, espero que sigam desde o começo a minha proposta para Arquitetura”, Alex Silva.

Introdução

O conforto ambiental nas edificações é matéria cada vez mais presente e discutida nos congressos que estudam o ambiente construído e suas relações com o homem, procurando aprimorar a qualidade de vida para as pessoas. O conforto ambiental das edificações pode ser entendido como adequação ao uso do homem, respeitando condições térmicas, de ventilação, de insolação, de acústica e visual, capazes de alterar o desempenho da edificação e seu contexto urbano.

Conforto visual

Os aspectos referentes ao conforto visual são subjetivos, no entanto, destaca-se as paisagens preferidas das pessoas que, geralmente, são espaços que possibilitam uma visão ampla do horizonte, que contempla visuais dinâmicos e naturais. Os ambientes construídos com formas e elementos arquitetônicos diferenciados são sempre bem-vindos e também agradam as pessoas. Por isso, é importante planejar as cidades de forma a permitir mais integração entre os espaços artificiais, construídos, e os ambientes naturais.

Conforto acústico

Observar as condições locais de conforto acústico contribui para confrontar o tipo de atividades potenciais ao empreendimento em relação às atividades permitidas pelo plano diretor da cidade.

O desempenho da edificação sob o aspecto de conforto acústico se faz necessário para promover ao homem o adequado desenvolvimento das suas atividades diárias (descanso, lazer ou trabalho). Além disso, o conforto acústico eficiente nos ambientes pode minimizar a incidência de estresse no homem, pois ambientes mais silenciosos facilitam a concentração.

Para medir o desempenho acústico das edificações é necessário realizar medições em condições complexas, pois tal medição envolve a escala urbana. A localização do empreendimento é fator determinante para que a edificação apresente ou não qualidades acústicas, devido principalmente à intensidade do fluxo de veículos. A poluição sonora é usada como critério de planejamento de uso e ocupação do solo das cidades, conforme o plano diretor urbano. Dessa forma, as atividades propostas no plano diretor seguem critérios para o zoneamento, de acordo com a compatibilidade entre as atividades e as áreas industriais. Excesso de ruído e poluição não é adequado ao uso residencial, por exemplo.

Um exemplo típico de área urbana que tem restrições de ocupação devido a problemas acústicos é o entorno de aeroportos. Essa área é prejudicada pela poluição sonora gerada pela decolagem e pouso de aeronaves, o que não é compatível com atividades que exigem mais concentração como escolas, por exemplo.

Conforto térmico da edificação

Qualquer atividade humana exige gasto de energia. A energia é inesgotável? Durante muito tempo realizamos nossas atividades sem preocupação com os gastos energéticos, entretanto, a partir da década de 1980, a população brasileira vivenciou a experiência da crise energética. As questões relacionadas à escassez de energia ocasionam diferentes problemas de cunho ambiental, social e econômico.

Esses problemas afetam toda a sociedade prejudicando o fluxo de negócios em todas as áreas. Os empreendimentos imobiliários dependem do fornecimento de energia para seu funcionamento, além disso, gastam muita energia para sua produção. Para minimizar os gastos energéticos excedentes em um imóvel é importante planejar estratégias que possibilitem maior eficiência energética à edificação.

Para um desempenho energético adequado, a arquitetura deve respeitar as condições climáticas de cada local, além das demais necessidades dos seus usuários. A forma e a função não são mais os únicos objetivos de uma edificação. Agora a eficiência energética e os requisitos ambientais também devem ser considerados nos empreendimentos que pretendem atingir elevados níveis de satisfação dos seus clientes.

As condições climáticas de cada região fornecem os subsídios para as decisões sobre a forma arquitetônica a ser projetada, os materiais utilizados e a distribuição funcional dos espaços em relação à orientação solar mais favorável para cada ambiente. Quando estamos trabalhando com conceitos da eficiência energética na arquitetura, não significa dizer que o edifício deve ser desprovido de iluminação e condicionamento artificial. As estratégias são utilizadas para minimizar o uso de recursos artificiais, diminuindo gastos com a conta de energia elétrica, tanto nas edificações residenciais, como nas comerciais e industriais.

Eficiência energética

Um edifício é considerado mais eficiente do que outro se esta edificação oferece as mesmas condições ambientais com menor consumo de energia.

Você deve estar se questionando sobre como podemos medir o conforto térmico de uma edificação. O conceito de conforto térmico é o reflexo de satisfação com o ambiente que envolve a pessoa. A sensação de conforto varia conforme o estado das condições climáticas locais, a quantidade de roupa que a pessoa está usando e a atividade que ela está desempenhando.

Dessa forma, desenvolver o produto imobiliário pensando em satisfazer as necessidades de conforto térmico dos clientes da edificação, além de proporcionar sensação de bem-estar entre os usuários do edifício, acaba minimizando os gastos energéticos da edificação, gerando mais satisfação do produto.

Para a edificação consumir menos energia é necessário promover um uso mais racional. Sendo assim, é interessante especificar equipamentos que tenham mais eficiência energética e incentivar o uso racional de energia, evitando desperdícios. Entretanto, algumas das principais soluções para diminuir os gastos energéticos das edificações podem ser empregadas ainda na fase de planejamento do empreendimento imobiliário, por meio da adequação climática da forma, da função e dos materiais utilizados.

Para podermos projetar de forma eficiente é de suma importância conhecer os aspectos relacionados ao clima local e o tipo de uso e ocupação do solo urbano. O clima varia conforme a região em que a cidade se localiza.

Estratégias arquitetônicas para a eficiência energética das edificações

Entender os fatores climáticos locais (orientação solar, umidade do ar, ventos predominantes de cada local) é importante para observar o custo versus os benefícios proporcionados pela utilização de estratégias de projeto que melhoram o conforto térmico do empreendimento. Vale ressaltar que o custo deve ser analisado do ponto de vista do usuário final, pois os benefícios se estendem por toda a vida útil da edificação.

Os fatores dinâmicos do clima afetam o desempenho térmico do edifício. Os ganhos e perdas de calor da edificação também dependem de algumas variáveis arquitetônicas.

Alguns exemplos de influência térmica dos elementos da arquitetura destacam os seguintes fatores:

·      As características dos materiais das fachadas externas (expostas às condições
climáticas);
·      A cor utilizada nas fachadas externas;
·      A orientação solar;
·      A forma e a altura da edificação;
·      A orientação e o tamanho das vedações transparentes;
·      As características do entorno da edificação;
·      A orientação em relação a ventilação;
·      O desempenho das aberturas, quanto às possibilidades de iluminação natural, bem
como suas devidas proteções à insolação inadequada;
·      A localização estratégica dos condicionadores de ar artificiais.

Cada região tem estratégias específicas para as soluções arquitetônicas a serem adotadas nas edificações.

Estratégias para a ventilação

Toda edificação necessita de quantidades adequadas de ventilação. Existem dois tipos de ventilação nas edificações: a higiênica e a térmica. A ventilação higiênica tem caráter permanente, pois é necessária a qualquer hora e em todas as épocas do ano. Já a ventilação térmica é necessária apenas quando o ar interior da edificação está mais quente que o ar exterior. Algumas estratégias para a ventilação:

·      Promover a ventilação cruzada – o ar que entra deve ter alguma saída oposta;
·      As aberturas de entrada de ar devem ser localizadas nas zonas dos ventos
predominantes favoráveis;
·      A ventilação mais adequada é aquela em que o fluxo de ar entra pelos dormitórios e
sai pela parte de serviço;
·      O ar quente tende a subir, por isso a abertura de entrada de ar deve estar situada mais
baixa que a de saída;
·      No inverno é interessante manter uma ventilação higiênica, ou seja, acima do nível
da cabeça do usuário, junto ao forro.

Orientação solar das edificações

A forma da edificação deve respeitar a orientação solar mais favorável ao local. Antes de projetar os espaços do empreendimento, deve-se analisar as condições da orientação solar do terreno, conforme análises qualitativas e quantitativas dos lotes. Dessa forma, deve ser observado qual é a orientação solar de cada face limite do terreno.

Ao distribuir os ambientes no terreno, deve ser analisada a orientação solar mais favorável a cada ambiente. As condições de habitabilidade da edificação dependem da iluminação e ventilação naturais disponíveis em cada ambiente. A adequada orientação solar segue princípios do movimento do sol, observando que o nascer do sol ocorre no leste e o pôr-do-sol acontece na orientação oeste. O horário mais quente do dia é logo após o meio-dia, por isso as fachadas orientadas para o oeste tendem a ser mais quentes do que as fachadas orientadas para o leste, por exemplo.
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Vídeo bastante interessante, mostra o primeiro fórum com conforto ambiental, o Fórum Desembargador Oscar Faria Santos, em Ibiraçu, no Espírito Santo.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

EXERCÍCIO INTRODUTÓRIO PARA ARQUITETURA



Tente resolver esta questão, comente logo abaixo sua resposta. Não precisa acertar, é só questão de desenvolvimento! Dia 12/01 – quinta-feira, darei a resposta!

*Quais características são primordiais para a profissão de arquiteto?

a) Saber entender as pessoas e ter habilidade interpessoal.
b)Ter informação espacial, senso estético e ser criativo.
c) Desenhar como um artista.
d) Estar em sintonia com as tendências de mercado.
e)Ter carisma.



RESPOSTA

b) Ter informação espacial, senso estético e ser criativo, pois ter uma noção sobre o local que irá trabalhar, saber um pouco sobre estética e ter uma criatividade são pontos essenciais para um arquiteto.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

INTRODUÇÃO À ARQUITETURA



"A arquitetura é a arte que dispõe e adorna de tal forma as construções erguidas pelo homem, para qualquer uso, que vê-las pode contribuir para sua saúde mental, poder e prazer."

“Boa tarde, leitores! Assim como fiz em Edificações, pretendo fazer 3 módulos para o tema Arquitetura, o módulo introdutório, intermediário e final. Na conclusão de cada módulo deixarei exercícios para melhor entrosamento do tema”, Alex Silva.

O que é?

Definir o que seja Arquitetura, tal como ela significa na atualidade, é como tentar fazê-lo para as demais artes, técnicas ou ciências, pois, em um mundo complexo e sujeito a mudanças tão aceleradas, a dinâmica da vida torna indispensável um constante reexame do pensamento teórico e prático. Entretanto, há um notável consenso sobre a definição dada a seguir:

"Arquitetura é, antes de mais nada, construção, mas, construção concebida com o propósito primordial de ordenar e organizar o espaço para determinada finalidade e visando a determinada intenção. E nesse processo fundamental de ordenar e expressar-se ela se revela igualmente arte plástica, porquanto nos inumeráveis problemas com que se defronta o arquiteto desde a germinação do projeto até a conclusão efetiva da obra, há sempre, para cada caso específico, certa margem final de opção entre os limites - máximo e mínimo - determinados pelo cálculo, preconizados pela técnica, condicionados pelo meio, reclamados pela função ou impostos pelo programa, - cabendo então ao sentimento individual do arquiteto, no que ele tem de artista, portanto, escolher na escala dos valores contidos entre dois valores extremos, a forma plástica apropriada a cada pormenor em função da unidade última da obra idealizada."

Qual a função do arquiteto?

Sua formação se dá através dos cursos de arquitetura e urbanismo que tem duração de cinco anos, onde são abordados temas com, história da arte, história da arquitetura e do urbanismo, representação gráfica, informática, resistência dos materiais, construção, planejamento urbano, projeto de edificações, conforto ambiental, paisagismo, arquitetura de interiores, entre outros.

Essa habilitação é que determinam as atribuições do arquiteto e urbanista, com as especificações de serviços que podem executar cabendo ao arquiteto as seguintes atividades referentes a edificações, conjuntos arquitetônicos e monumentos, arquitetura paisagística e de interiores; planejamento físico, local, urbano e territorial, e serviços afins e correlatos:

®    Supervisão, coordenação e orientação técnica
®    Estudo, planejamento, projeto e especificação
®    Assistência, assessoria e consultoria.
®    Direção de obra e serviço técnico. Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer 
técnico.
®    Desempenho de cargo e função técnica. 
®    Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica e extensão.  
®    Elaboração de orçamento. 
®     Padronização, mensuração e controle de qualidade.
®    Execução de obra e serviço técnico.
®    Fiscalização de obra e serviço técnico. 
®    Produção técnica e especializada. 
®    Condução de equipe de instalação, montagem, operação,  reparo ou manutenção. 
®    Execução de instalação, montagem e reparo. 
®    Operação e manutenção de equipamento e instalação. 
®    Execução de desenho técnico.
   
Como contratar um arquiteto?

O arquiteto frequentemente trabalha em equipe, responsável pelo desenvolvimento do serviço a ser contratado.

Na contratação do arquiteto, é necessário a existência de um contrato e/ou uma proposta com aceite-se; onde deve estar discriminado uma serie de informações:

®  O objeto do serviço
®  A localização do objeto
®  O escopo do serviço 
®  As etapas do serviço, cronograma e prazos de entrega do serviço 
®  O valor e a forma de pagamento do serviço 
®  Eventuais procedimentos de reajuste 
®  Multas e encargos por não cumprimento ou interrupção do serviço 
®  Serviços não inclusos.
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Vídeo superinteressante sobre o que é ser arquiteto, com o arquiteto Manoel Coelho.



segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

EXERCÍCIOS FINAIS PARA ENGENHARIA CIVIL


"RECAPITULANDO... No módulo final, apresentei o desenvolvimento do nosso tema de uma maneira mais intransigente e abrangente. Falei sobre a cada etapa da administração na Engenharia Civil, seus princípios, conceitos, componentes, os tipos de como se organiza, e sobre o administrador. Apresentei em Patologia das Construções o concreto, os aditivos que melhoram a sua propriedade, os problemas que ocorrem nas construções e a sua impermeabilidade. Mostrei a seriedade de se estudar a estática, as tensões e deformações. Relacionei os tipos de esforços que encontramos em um corpo sólido. todas as formas de instalações. Apresentei as funções das treliças e vigas. Propus o estudo do sistema de saneamento de água. E, por último, enfatizei a engenharia sanitária", Alex Silva.

Bom dia, caro leitores. Terminamos o nosso longo projeto sobre Engenharia Civil, proponho aos leitores questões que ao longo do módulo estudamos. Por favor, leia-as e faça-as com cautela. Comente sua resposta, logo abaixo. Boa sorte a todos! Dia 02/01 - segunda-feira, darei as respostas!

1-   Complete:

Quanto maior o fator água/cimento, _____  (maior/menor)é a permeabilidade a água do concreto

2-   Determine a resultante das duas forças P e Q que agem sobre o parafuso A, onde P = 40 N e forma um ângulo de 20° com a base e Q = 60 N, e forma um ângulo de 45° com a base.

3-   Determine a tensão de tração e a deformação específica de uma barra prismática de comprimento L = 5,0m, seção transversal circular com diâmetro  φ = 5 cm e Módulo de Elasticidade E = 20000 kN/cm, submetida a uma força axial de tração P=30 kN.

4-   Associe:

(1)  Gerentes
(2)  Trabalhadores

(  ) Funcionários que trabalham diretamente num cargo ou tarefa;
(  ) Indivíduos que supervisionam as atividades dos outros.

5-  O que é departamentalização?

6-      Explique a fissuração por cargas diretas.

7-  Dê exemplos de micro-organismos patogênicos que ocasionam doenças de
transmissão hídrica:

8-  Qual a engenharia que trata da exploração e do uso da água?


RESPOSTAS 


1- Maior.
2- Cálculo da força resultante e da Lei dos cossenos:
R = 97,7N
3- A = 19,6 cm²
σ =15,3 MPa
δ = 0,0382 cm
ε = 0,0764 ‰
4- (2), (1).
5-  É a base na qual os cargos são agrupados para coordenar tarefas comuns.
6- São causadas por esforços produzidos por cargas aplicadas (flexão, cortante, torção, etc.).
7-  Vírus, vermes, protozoários e bactérias.
8- Engenharia Sanitária.