Liga metálica formada essencialmente por ferro e carbono.
Matérias primas
e processos de fabricação do aço
Extração
do ferro no alto forno – o ferro é extraído dos seus minérios
por meio de reações de redução, obtidas através da ação do carbono, sob a forma
de carvão. No alto forno o minério é reduzido a
ferro metálico, a ganga (impurezas em relação ao minério) e as cinzas
são transformadas em escória e além disso o ferro absorve metais, metaloides e
não-metais que alteram as suas propriedades. O ferro que sai do alto forno
chama-se gusa e é ainda inaplicável como material de construção. A partir da
gusa de
alto
forno, obtém-se 3 tipos de materiais, na percentagem de carbono que contém:
.
ferro macio = C < 0,025%
.
aço = 0,1% < C < 1,7%
.
ferro fundido = 1,7% < C < 5%
Purificação
da gusa
– consiste no aproveitamento da fácil oxidação dos elementos que a gusa contém.
No convertidor, a gusa em fusão é atravessada por uma corrente de oxigênio e os
elementos oxidados escapam-se para a atmosfera em óxidos no estados gasoso ou
permanecem no banho sob a forma de escórias separando-se do aço por diferença
de densidade. Dos convertidores, o aço em fusão é moldado em bilites (barra com
alguns metros de comprimento e pequena secção) ou lingotes.
Moldagem
-extrusão
– o lingote é refundido e obrigado a passar, sob pressão, por orifícios com a
forma
desejada, e esfriado;
-laminagem
– o material é levado ao rubro e obrigado a passar entre cilindros com
espaçamentos
e diâmetros cada vez menores (fieira);
-trefilamento
ou estiramento – o metal é ligeiramente aquecido e forçado a passar por
orifícios
de moldagem.
Tratamentos
mecânicos –
também chamados de “tratamento a frio”, são processos que alteram as
características mecânicas do aço, nomeadamente a tenção limite de cedência e a
extensão de rotura.
.
laminagem a frio – esforços impostos
à compressão transversal (deformação longitudinal permanente);
. estiragem – esforços impostos à torção e tração simples (aplicação de tração
às barras ou fios (obtenção de peças heterogêneas nas dimensões e diâmetros));
. trefilagem – esforços impostos à tração (estiragem através de fieiras).
Natureza e
características mecânicas dos aços
Aptidão
para a dobragem – uma vez que o aço endurecido a frio (diz-se que o
aço foi endurecido a frio, se após a moldagem, o aço for trabalhado a frio e
antes da sua utilização ocorrer envelhecimento) é frágil, tem tendência a
fendilhar quando dobrado
Ensaio de
dobragem
- a REBAP exige este ensaio para varões de qualquer diâmetro de superfície lisa
e para varões de diâmetro inferior a 12 mm de superfície nervurada.
o espaçamento entre os apoios deve ser
de 2x diâmetro do mandaril + 3x diâmetro do varão;
o mandaril é colocado sobre o varão a
meio vão;
exerce-se força até se verificar um
ângulo de dobragem de 180°.
Obs.:
O aço é aceitável se não fendilhar na zona de dobragem.
Ensaio de desdobragem – a
REBAP exige este ensaio para varões nervurados de diâmetro de superfície a 12 mm.
-o varão
é dobrado a 90°, segundo a técnica do ensaio anterior;
-envelhecimento
artificial (30 min a 100º C e arrefecimento à temperatura ambiente);
-desdobragem
de 20º.
Características
geométricas dos varões
Configuração
superficial
.
lisos (sem rugosidades ou saliências);
.
nervurados (com saliências) – existem nervuras (inicialmente paralelas ao eixo
do varão, mas se ele for endurecido a frio por torção formam um certo ângulo
com o eixo);
.
contínuas e descontínuas;
.
indentados (têm uma série de cavidades tipo pneu);
O
aço nervurado é o que tem melhor aderência ao betão.
Aderência ao
betão
Alta aderência – os varões que não fendilham,
mesmo quando sujeitos a tensões elevadas – varões rugosos;
Aderência normal – os que não
contém o requisito anterior – varões lisos e rugosos.
Obs.:
A avaliação é feita com base nas dimensões e configurações das nervuras ou nos
ensaios de viga e arrancamento.
Ensaio
de viga
– é o ensaio mais preferível, pois usa condições mais reais.
-o varão
só está aderente ao betão no comprimento dos 10f, o
resto do varão
encontra-se
numa bainha, onde não há contato com o betão, dentro da qual pode deslizar
livremente;
-o objetivo
é medir (nas extremidades) a força a partir da qual há deslizamento do
varão.
Ensaio
de arrancamento (pull–out–test) – consiste em submeter o varão a
uma força de tração aplicada numa das extremidades, ficando a outra livre. A
relação entre a força aplicada e o deslocamento medido na extremidade oposta à
solicitação, constitui o resultado do ensaio.
Nomenclatura
Segundo
a REBAB, as designações inseridas na caracterização de um aço são:
L
– liso
R
– rugoso
N
– laminado a quente
E
– endurecido a frio
Assim
um tipo de aço pode ser: A235NR, o qual é um aço (A), de tensão de cedência de
235 MPa, laminado a quente (N), de superfície rugosa (R).
Me encosto sedento e feliz no seu regaço Buscando em teu corpo um espaço Você me afasta do abraço Agora para mim é pouco, é pedaço Parece-me que o teu cansaço É na verdade o rompimento dos laços Você desistiu, desvia o passo Teu coração È duro, estéril e frio como aço
"Quem acende uma luz é o primeiro a beneficiar-se da
claridade."
“Boa noite, leitores. Assim
como fiz em Tecnologia das Construções, Materiais de Construção e Desenho
Técnico, dividi Instalações em três unidades”,Alex
Silva.
O uso da
eletricidade requer uma rede complexa de ligações que começa no poste da
concessionária e termina em soquetes e tomadas. Para que tudo isso funcione
direito, é necessário um projeto elétrico, elaborado por profissional especializado.
Desenvolvido a partir do projeto de arquitetura, ele define os pontos de luz e
eletricidade da edificação, de acordo com as necessidades de cada ambiente e
considerando os aparelhos eletroeletrônicos a ser instalados, determinando o
porte da instalação, estabelecendo circuitos e especificando os materiais a ser
utilizados. As instalações elétricas consomem entre 12 a 17% do
custo total da construção. Assim, é importante que esse dinheiro seja bem
empregado. Os principais elementos utilizados são:
• Poste de recepção–
indispensável para a entrada de energia na casa, ele deve atender às
especificações da concessionária. Pode ser produzido em ferro ou concreto. Os
de ferro têm formato circular e são indicados para uma potência máxima de 12 kW.
Já os de concreto não possuem limite de potência e podem ser encontrados
prontos ou concretados na própria obra. Nesse caso, seu projeto deve ser
aprovado pela concessionária. Para não haver riscos de energização, o poste
deve receber um isolante de porcelana (braquete), instalado no topo e ligado ao
cabo que traz a energia do poste público. A ele também estão ligados os cabos
que levam a energia do poste até a caixa de medição;
• Caixa de medição–
colocada do lado de fora da casa, ela é dividida em duas partes. De um lado
fica o medidor de consumo instalado pela concessionária e, paralelamente, o
dispositivo de proteção – disjuntor ou chave seccionada acoplada a fusíveis. Em
caso de sobrecarga ou curto-circuito, o dispositivo interrompe a corrente
elétrica. Para regiões litorâneas e úmidas a caixa deve ser produzida em fibra
de vidro. Para as demais, os modelos metálicos não apresentam inconvenientes;
• Quadro geral-
os de metal ou fibra de vidro são melhores, devendo ser descartados aqueles
produzidos em materiais combustíveis, como, por exemplo, madeira. Nesse quadro,
os circuitos que compõem a instalação devem estar agrupados separadamente,
conforme indica a ABNT: um para iluminação, outro para tomadas em geral, mais
um outro para tomadas de cozinha, além de um circuito exclusivo para cada
aparelho com potência superior a 1.000 W, como microondas, lava-louças e
chuveiros, devido a alta carga que possuem. Essa distribuição é mais segura e
tem um caráter prático: se alguma tomada sofrer pane, a iluminação do ambiente
não será comprometida, facilitando o conserto;
• Fusíveis e disjuntores- são essenciais para proteger a
instalação contra sobrecargas ou curtos-circuitos. Os antigos e tradicionais
fusíveis contêm um condutor metálico que se rompe (queima) quando a intensidade
da corrente é superior à sua capacidade, de acordo com a instalação. Depois de
queimado ele pode ser substituído, mas, no caso de voltar a queimar, é
conveniente buscar um eletricista para descobrir a causa dessas contínuas
interrupções de corrente. São fabricados em papelão resistente (tipo cartucho),
cerâmica e resina, não havendo grandes diferenças quanto ao funcionamento. Os
disjuntores atuam da mesma forma, mas têm a vantagem de não requerer
substituição: eles desligam a corrente quando percebem alterações e podem ser
rearmados em seguida. São considerados mais práticos e eficazes do que os
fusíveis;
• Diferencial Residual- trata-se de um dispositivo de
segurança de uso recomendado pela ABNT e conhecido pela sigla DR. Trata-se de
um disjuntor supersensível às menores fugas de corrente, ocasionadas, por
exemplo, por fios descascados ou por uma criança que introduza o dedo ou
qualquer objeto numa tomada. De atuação imediata, ele interrompe a corrente
assim que verifica anomalias. É possível instalar um único DR na caixa de
medição ou um para cada circuito, nesse caso, colocados no quadro geral;
• Eletrodutos-
conduítes por onde correm os fios e cabos que formam a instalação. Podem ser
encontrados em ferro, aço esmaltado ou galvanizado, ou ainda em PVC, o mais
prático. Quando necessária, a conexão desses tubos é feita com peças
apropriadas a cada uso: curvas para cantos de parede, luvas para linhas retas e
buchas e arruelas no encontro com caixas de tomadas e interruptores;
• Fios e cabos-
são condutores de energia que se diferenciam apenas quanto à forma e aplicação.
O fio é formado por um único condutor, não flexível e utilizado em instalações
retilíneas ou quando existirem somente curvas suaves. O cabo é constituído por
um conjunto de fios, isolados ou não entre si, próprios para instalações com
curvas acentuadas e para aparelhos elétricos em geral, devido à sua grande
flexibilidade. Tecnicamente eles são iguais, pois com a mesma bitola – área
condutora – têm idêntica capacidade de condução de energia. De acordo com as
normas da ABNT, seu revestimento, geralmente em PVC, deve ser isolante e
antichama, o que é identificado pela sigla BWF impressa em toda a sua extensão.
O condutor deve ser em cobre ou alumínio, sempre da mais alta pureza,
facilitando a passagem de energia e evitando perdas. A corrente a ser
transportada é que determina a bitola necessária. Ela varia de 16 e 50 mm² no
percurso entre os quadros de entrada e distribuição e cai para áreas condutoras
de 2,5 a 6 mm², quando destinada a atender equipamentos de 110 ou 220 V;
• Conectores-
para unir fios e cabos existem três opções: a tradicional fita isolante, que
deve ser de alta qualidade; os pequenos conectores em plástico por fora e metal
internamente que seguram os fios por meio de pressão; ou ainda os conectores
maiores, em formato de cubo ou barra, produzidos em plásticos ABS, cerâmica ou
polietileno, que seguram os fios através de pequenos parafusos;
• Tomadas, interruptores e outros pontos- a partir do quadro de distribuição,
os fios ou cabos são conduzidos a diversos pontos da casa, chegando até
soquetes, interruptores ou tomadas. Quanto aos soquetes para lâmpadas
incandescentes, existem dois tipos: os de porcelana e os de baquelita, mais
indicados para uso em abajures. Já as fluorescentes exigem soquetes especiais
(de aperto ou carrapicho). As caixas de tomadas e interruptores (em geral com
medidas de 4" x 2" ou 4" x 4") são produzidas em metal ou
em PVC e podem ser encontradas também no formato octogonal. Quanto às tomadas,
existem dois tipos: bipolar (dois polos, como a de um secador ou a da TV) e a
tripolar (dois pólos mais o terra, como a do computador), ambas com entrada
para plugues redondos ou chatos. Embora poucos produtos nacionais tenham plugues
tripolares, esse é o tipo de tomada mais seguro e de uso recomendado pela ABNT.
Vale lembrar que para intensidades de corrente superior a 15 ampéres devem ser
instaladas tomadas específicas. Os interruptores podem ter ligação simples,
paralela, (acionamento em dois pontos diferentes) e intermediária (liga e
desliga em três pontos distintos). A escolha depende das conveniências;
• Transformadores e reatores- entre as lâmpadas de uso residencial
disponível no mercado, duas exigem peças especiais para seu funcionamento: as
fluorescentes precisam de reatores – dispositivos de partida – subdivididos em
convencional e os de partida rápida (simultânea ao toque no interruptor). Para
as dicroicas, que funcionam em 12 V, é imprescindível um transformador para 110
ou 220 V, normalmente vendido em conjunto com as próprias lâmpadas;
• Lâmpadas-
são vários os tipos e modelos para uso residencial, e a escolha vai depender
apenas dos gostos de cada um e da linha adotada pelo projeto (ver dica
específica a esse respeito);
Vídeo interessante sobre fiação
e aparelhos utilizados em instalações elétricas. Assista.
Curiosidades
A instalação elétrica é uma das etapas
mais importantes da construção de sua casa. Uma instalação elétrica malfeita
pode acabar gerando despesas futuras para você e até acidentes. Portanto, toda
vez que você for trabalhar com energia elétrica, faça-o com calma, com o máximo
de cuidado. Instale a caixa de luz em lugar de fácil acesso tanto para você,
quanto para o leiturista.
Outro aspecto importante é a questão da
escolha do material. Procure materiais de boa qualidade, evitando
reaproveitamentos ou compras em ferro-velho. Lembre-se: nesses casos, o barato
acaba saindo mais caro. O importante é que você faça uma instalação segura e
duradoura.
Procure uma cor especial (azu1-claro,
por exemplo) para identificar o fio neutro, diferenciando-o do fio fase
(vermelho, por exemplo). Isso facilita muito a execução da instalação,
desobrigando-o de fazer testes toda a vez que encontrar uma extremidade de fio.
É aceitável para pequenas obras e deve ser preparado, com bastante
critério, seguindo, no mínimo, as recomendações a seguir:
• deve-se dosar os materiais através de caixas com dimensões
pré-determinadas, ou com latas de 18 litros;
• a mistura dos materiais deve ser realizada sobre uma plataforma, de
madeira ou cimento, limpa e impermeável (preferencialmente em "caixotes");
• espalha-se a areia formando uma camada de 10 a 15 cm sobre essa
camada, esvazia-se o saco de cimento, espalhando-o de modo a cobrir a areia e
depois se realiza a primeira mistura, com pá ou enxada até que a mistura fique
homogênea;
• depois de bem misturados, junta-se a quantidade estabelecida de
pedra britada,
misturando os três materiais;
•
a seguir faz-se um
buraco nomeio
da mistura e adiciona-se água, pouco a pouco, tomando-se o cuidado para que nãoescorra para fora da
mistura,caso
a mistura for realizadasobre superfície impermeávelsem proteção lateral.
Preparo em betoneira
Os materiais devem ser colocados no misturador na seguinte ordem:
• parte da água, e em seguida o agregado graúdo, pois a betoneira ficará
limpa;
• em seguida o cimento, pois havendo água e pedra, haverá uma boa
distribuição de água para cada partícula de cimento, haverá ainda uma moagem
dos grãos de cimento;
• finalmente, coloca-se o agregado miúdo, que faz um tamponamento nos
materiais já colocados, não deixando sair o graúdo em primeiro lugar;
• colocar o restante da água gradativamente até atingir a consistência
ideal.
O tempo de mistura deve ser contado a partir do primeiro momento em que
todos os materiais estiverem misturados. Tempos mínimos com relação ao diâmetro
da caçamba do misturador, em metros. Os materiais devem ser colocados com a
betoneira girando e no menor espaço de tempo possível.
Concreto dosado em central
Para a utilização dos concretos dosados em central, o que devemos saber,
é programar e receber o concreto. Verificar o local de descarga do concreto que
devem estar desimpedido e o terreno firme. A circulação dos caminhões deve ser facilitada.
– Programação do concreto
Devemos conhecer alguns dados, tais como:
• localização correta da obra;
• o volume necessário;
• a resistência característica do concreto a compressão (fck) ou o consumo
de cimento por m³ de concreto;
• a dimensão do agregado graúdo;
• o abatimento adequado (slump test).
A programação deve ser feita com antecedência e deve incluir o volume
por caminhão a ser entregue, bem como o intervalo de entrega entre caminhões.
– Recebimento
Antes de descarregar, deve-se verificar:
• o volume do concreto pedido;
• a resistência característica do concreto à compressão (fck);
• aditivo, se utilizado.
Se tudo estiver correto, só nos resta verificar, o abatimento para
avaliar a quantidade de água existente no concreto. Para isso, devemos
executá-lo como segue:
• coletar a amostra de concreto depois de descarregar 0,5 m³ de concreto
ou aprox. 30 litros;
• coloque o cone sobre a placa metálica bem nivelada e preencha em 3
camadas iguais e aplique 25 golpes uniformemente distribuídos em cada camada;
• adense a camada junto a base e no adensamento das camadas restantes, a
haste deve penetrar até a camada inferior adjacente;
• retirar o cone, e com a haste sobre o cone invertido, meça a distância
entre a parte inferior da haste e o ponto médio do concreto.
Produção da estrutura
Montagem dos pilares
– a locação dos pilares do 1º pavimento deve ser feita a partir dos
eixos definidos na tabeira, devendo-se conferir o posicionamento dos arranques;
o posicionamento dos
pilares dos demais pavimentos deve tomar como parâmetro os eixos de referência
previamente definidos;
– locação do gastalho de pé de pilar o qual deverá circunscrever os
quatro painéis, devendo ser devidamente nivelado e unido;
– limpeza da armadura de espera do pilar (arranques);
– controle do prumo da fôrma do pilar e da perpendicularidade de
suas faces;
– posicionamento das três faces do pilar, nivelando e aprumando cada uma
das faces com o auxílio dos aprumadores (escoras inclinadas);
– passar desmoldante nas três faces (quando for utilizado);
– posicionamento da armadura segundo o projeto, com os espaçadores
e pastilhas
devidamente colocados;
– fechamento da fôrma com a sua 4ª face e respectivo nivelamento,
prumo e escoramento.
Vantagens da concretagem do pilar antes de executar as demais
fôrmas
• a laje do pavimento de apoio dos pilares (laje inferior) está limpa e
é bastante rígida, sendo mais fácil entrar e circular com os equipamentos
necessários à concretagem;
• proporciona maior rigidez à estrutura para a montagem das fôrmas
seguintes;
• ganha-se cerca de três dias a mais de resistência quando do início da
desforma, que correspondem ao tempo de montagem das fôrmas de lajes e vigas.
Desvantagens da concretagem do pilar antes de executar as demais
fôrmas
• é necessário montagem de andaimes para concretagem;
• geometria e posicionamento do pilar devem receber cuidados específicos,
pois se o mesmo ficar 1 cm que seja fora de posição, inviabiliza a utilização
do jogo de fôrmas.
Para evitar este possível erro há a necessidade de gabaritos para
definir corretamente o distanciamento entre pilares, o que implica em
investimentos, sendo que nos procedimentos tradicionais dificilmente existem
tais gabaritos.
Montagem de fôrmas de vigas e lajes
– montagem dos fundos de viga apoiados sobre os pontaletes, cavaletes ou
garfos;
– posicionamento das laterais das vigas;
– posicionamento das galgas, tensores e gravatas das vigas;
– posicionamento das guias e pés-direitos de apoio dos painéis de laje;
–distribuição
dos painéis de laje;
–transferência
dos eixos de referência do pavimento inferior;
–fixação
dos painéis de laje;
– colocação das escoras das faixas de laje;
– alinhamento das escoras de vigas e lajes;
– nivelamento das vigas e
lajes.
Lançamento do concreto
Uma vez liberado, o concreto deverá ser transportado para o pavimento em
que está ocorrendo a concretagem, o que poderá ser realizado por elevadores de
obra e jericas, gruas com caçambas, ou bombeamento.
O lançamento do concreto no pilar deve ser feito por camadas não
superiores a 50 cm,
devendo-se vibrar cada camada expulsando os vazios. A vibração é, usualmente,
realizada com vibrador de agulha.
• aplicar sempre o vibrador na vertical;
• vibrar o maior número possível de pontos;
• o comprimento da agulha do vibrador deve ser maior que a camada a ser
concretada;
• não vibrar a armadura;
• não imergir o vibrador a menos de 10 ou 15 cm da parede da fôrma;
• mudar o vibrador de posição quando a superfície apresentar-se
brilhante.
Quando o transporte é realizado com bomba, o lançamento do concreto
no pilar é realizado diretamente, com o auxílio de um funil. Quando o transporte
é feito através de caçambas ou jericas, é comum primeiro colocar o concreto
sobre uma chapa de compensado junto à "boca" do pilar e, em seguida,
lançar o concreto para dentro dele, nas primeiras camadas por meio de um funil,
e depois diretamente com pás e
enxadas.
Terminada a concretagem deve-se limpar o
excesso de argamassa que fica aderida ao aço de espera (arranque do pavimento superior)
e à fôrma. Em casos de pilares altos,
a 2 m, fazer uma abertura (janela) para o lançamento doconcreto, evitando com isso a queda do concreto de uma alturafazendo com que os agregadosgraúdos permaneçam no pé dopilar formando ninhos de pedra, vulgarmente chamado
"bicheira".
Considerando-se que as armaduras estejam previamente cortadas e
pré-montadas, tendo sido devidamente controlado o seu preparo, tem início o seu
posicionamento nas fôrmas, recomendando-se observar os seguintes procedimentos:
• antes de colocar a armadura da viga na fôrma, deve-se colocar as
pastilhas de cobrimento;
• posicionar a armadura de encontro viga-pilar (amarração) quando
especificada em projeto;
• marcar as posições das armaduras nas lajes;
• montar a armadura na laje com a colocação das pastilhas de cobrimento (fixação
da armadura com arame recozido nº 18).
– Transporte do concreto até o pavimento a ser concretado
• por bombeamento
– bombas estacionárias – pressão maior alcançando maiores alturas. Percursos
verticais e horizontais da tubulação. Utilização maior de mão-de-obra para
segurar o mangote. Montagem e desmontagem da tubulação, travar a tubulação em
peças já concretadas (deixar livre a fôrma da laje que está sendo concretada);
lubrificar a tubulação com argamassa de cimento e areia, não utilizando esta
argamassa para a concretagem;
– bomba em lanças – tem a capacidade de movimentação mecânica do mangote
durante a concretagem e evita montagem e desmontagem de tubulação fixa. Limitantes:
altura, dimensões da laje e espaço do canteiro.
• por caçambas/guindastes
– efetua a movimentação horizontal e vertical com um único equipamento,
reduz o uso de mão de obra, libera o elevador de obras para outras atividades.
• por carrinhos/jericas
– carrinho – volume reduzido (<80 litros). Dificuldade de equilíbrio
e, consequentemente, indutor de desperdícios.
– jericas – capacidade entre 110 a 180 litros. Duas rodas. Facilidade em
lançar o concreto
Neste caso, deve-se utilizar
passarelas sobre as formas daslajes, formando caminhos de acesso até os locais delançamento sem que as armações e as instalaçõesembutidas sejam danificadas ou deslocadas, principalmenteas armações negativas.
– Lançamento do concreto sobre a laje
• umidecer previamente as formas, sem formação de poças, para evitar que
esta absorva água do concreto em demasia;
• o concreto deverá ser lançado logo após o amassamento, não sendo
permitido intervalo superior a 1 hora, salvo se utilizado aditivo retardadores
de pega – consultar fabricante;
• em nenhuma hipótese o lançamento poderá ocorrer após o início da pega;
• espalha-se o concreto após o lançamento com o uso de pás e enxadas,
distribuindo por todos os elementos estruturais e locais de difícil acesso.
– Lançamento do concreto nas vigas
• umedecer previamente a forma;
• as vigas deverão ser concretadas de uma só vez, caso não haja possibilidade,
fazer as emendas a 45º;
• as emendas de concretagem devem ser feitas de acordo com a orientação
do engenheiro calculista. Caso contrário, a emenda deve ser feita a 1/4 do
apoio, onde geralmente os esforços são menores. Devemos evitar as emendas nos
apoios e no centro dos vãos, pois os momentos negativos e positivos, respectivamente,
são máximos.
Quando uma concretagem for interrompida por mais de três horas, a sua
retomada só poderá ser feita 72 horas após a interrupção; este cuidado é necessário
para evitar que a
vibração do concreto novo, transmitida pela armadura, prejudique o concreto em
início de endurecimento. A superfície deve ser limpa, isenta de partículas
soltas, e para maior garantia de aderência do concreto novo com o velho
devemos:
• retirar com ponteiro as partículas soltas;
• molhar bem a superfície e aplicar uma pasta de cimento ou um adesivo
estrutural para preencher os vazios e garantir a aderência;
• o reinício da concretagem deve ser feito, preferencialmente, pelo
sentido oposto.
– Adensamento do concreto com uso de vibrador de imersão
– Sarrafeamento ou nivelamento:
• utiliza-se “mestras” que estabelecem a espessura das lajes, ou
taliscas de aço, madeira ou argamassa;
• para que o nivelamento do concreto ocorra, a forma deve estar nivelada.
– Acabamento superficial
• visa dar à superfície da laje a textura desejada;
• nem todas as obras executam este acabamento;
• lajes acabadas (nível zero) – além de possuir controle no seu
nivelamento, oferecem um substrato com adequada rugosidade superficial, planeza
ou declividades requeridas em projeto, necessários à fixação ou assentamento da
camada final de piso, dispensando contra pisos;
• para isso, a superfície é devidamente comprimida, assentando os
agregados e fazendo com que os finos fiquem na superfície, facilitando oacabamento final e diminuindo odesgaste das desempenadeiras. Isso é possível
com o emprego do rolo assentador de
agregados (rollerbugs) ou chapas furadas com cabo;
• em seguida é passada uma desempenadeira de forma a adequar a
planicidade e rugosidade.
* desempenadeiras – compostas de placas metálicas ou de madeira que
auxiliam na regularização da superfície, proporcionando o acabamento
requerido no projeto.
– Cura
A cura é um processo mediante o qual se mantém um teor de umidade satisfatório,
evitando a evaporação da água da mistura, garantindo ainda, uma temperatura
favorável ao concreto, durante o processo de hidratação dos materiais
aglomerantes.
A cura é essencial para a obtenção de um concreto de boa qualidade. A resistência
potencial, bem como a durabilidade do concreto, somente será desenvolvida
totalmente, se a cura for realizada adequadamente. Existem dois sistemas
básicos para obtenção da perfeita hidratação do cimento:
– criar um ambiente úmido quer por meio de aplicação contínua e/ou
freqüente de água por meio de alagamento, molhagem, vapor d’água ou materiais
de recobrimento saturados de água, como mantas de algodão ou juta, terra,
areia, serragem, palha, etc.;
* deve-se ter cuidados para que os materiais utilizados não sequem e
absorvam a água do concreto.
– prevenir a perda d’água de amassamento do concreto através do emprego
de materiais selantes, como folhas de papel ou plástico impermeabilizantes, ou
por aplicação de compostos líquidos para formação de membranas
Para definir o prazo de cura, motivo de constante preocupação de
engenheiros e construtores nacionais, é necessário considerar dois aspectos
fundamentais:
• a relação a/c e o grau de hidratação do concreto;
• tipo de cimento.
Para concretos com resistência da ordem de 15 MPa, devemos curar o
concreto num período de 2 a 10 dias, de acordo com a relação a/c utilizada e o
tipo de cimento Há, também, outros aspectos importantes na determinação do tempo
total de cura e não podem deixar de ser mencionados, uma vez que, de alguma
forma, atuam sobre a cinética da reação de hidratação do cimento :
• condições locais, temperatura, vento e umidade relativa do ar;
• geometria das peças, que pode ser definida pela relação, área de
exposição/volume da peça;
Em certas condições, haverá necessidade de concretos mais compactos
(menos porosos), exigindo um prolongamento do período em que serão necessárias as
operações de cura. Nessas condições haverá necessidade de considerar também a
variável agressividade do meio ambiente.
O maior
dano causado ao concreto pela falta da cura não será uma redução nas
resistências à compressão, pelo menos nas peças espessas, que retêm mais água e
garantem o grau de umidade necessário para hidratar o cimento. A falta de
uma cura adequada age principalmente contra a durabilidade das estruturas, a
qual é inicialmente controlada pelas propriedades das camadas superficiais
desse concreto. Secagens prematuras resultam em camadas superficiais porosas
com baixa resistência ao ataque de agentes agressivos.
Ironicamente,
as obras mais carentes de uma cura criteriosa – pequenas estruturas, com concreto
de relação a/c elevada são as que menos cuidados recebem, especialmente
componentes estruturais, como pilares e vigas. Além disso, é prática usual nos
canteiros de obras cuidar da cura somente na parte superior das lajes.
Desforma
A desforma deve ser realizada de forma criteriosa e de acordo com o
plano de desforma previamente estabelecido.
Em estruturas com vãos grandes ou com balanços, deve-se pedir ao calculista
um programa de desforma progressiva, para evitar tensões internas não previstas
no concreto, que podem provocar fissuras e até trincas.
Quando os cimentos não forem de alta resistência inicial ou não forem colocados
aditivos que acelerem o endurecimento e a temperatura local for adequada, a retirada
das fôrmas e do escoramento deverá ser feito quando o concreto atingir a
resistência característica à compressão > 15MPa.
Nas obras de pequeno porte e de menor responsabilidade podemos, além de
atender ao exposto acima, desformar nos seguintes prazos:
• faces laterais – 3 dias;
• retirada de algumas escoras – 7 dias;
• faces inferiores, deixando-se algumas escoras bem encunhadas – 14 dias;
• desforma total, exceto as do item abaixo – 21 dias;
• vigas e arcos com vão maior do que 10 m – 28 dias.
A desforma de estruturas mais esbeltas deve ser feita com muito cuidado,
evitando-se desformas ou retiradas de escoras bruscas ou choques fortes.
Edifício sendo estruturado por aço, material utilizado abundantemente em países desenvolvidos.
Introdução
às estruturas
Classificação
quanto à concepção estrutural
–reticuladas -atransmissão dos
esforços ocorre através de elementosisolados
tais como lajes, pilares e vigas ou pórticos;
–elementos planos – a transmissão de esforços faz-se através de um plano
de carregamentos, como‚ o caso dos edifícios constituídos por paredes maciças de
concreto armado ou mesmo de alvenaria estrutural;
– cascas;
– treliças espaciais;
–estaiadas.
Classificação quanto ao processo de produção dos elementos resistentes
– moldados no local – produzidos
já no seu lugar definitivo no conjunto da estrutura;
– pré-fabricados (em usina) – moldados numa usina e transportados até o canteiro;
– pré-moldados (em canteiro) – são fabricados no
canteiro; porém, longe do local em que serão instalados.
Classificação quanto aos materiais constituintes
– estruturas de madeira;
– estruturas de aço;
– alvenaria estrutural;
– estruturas de concreto (protendido ou armado).
Estruturas
de madeira
Baixo uso devido à(ao)/às(aos)
– falta de tradição do uso;
– resolução do 307 CONAMA – limita o uso apenas de madeira de reflorestamento;
– problemas decorrentes do elevado potencial de queima;
– deficiências quanto à resistência mecânica e durabilidade.
Estruturas
de aço
O aço, largamente empregado em países mais
desenvolvidos e com elevado potencial de utilização devido às suas
características mecânicas (elevada resistência à compressão e à tração), também
vem sendo pouco utilizado no Brasil para a construção de estruturas de
edifícios, principalmente nos de múltiplos pavimentos. Sua utilização vem se concentrando,
sobretudo na produção da estrutura de edifícios industriais. Pode-se dizer que
existem alguns fatores "responsáveis" pela pequena utilização do aço
no Brasil, dentre os quais se destacam:
– custo elevado do aço quando comparado ao do
concreto armado;
– falta de tradição construtiva e desconhecimento do processo construtivo;
– características da mão-de-obra nacional: de baixo custo e pouca qualificação –
o baixo custo leva a poucos investimentos nos ganhos de produtividade, que
seria uma das grandes vantagens oferecidas pela estrutura de aço;
– falta de perfis adequados à construção de edifícios,
o que seria essencial para a
implantação de um mercado consumidor. No entanto, as indústrias produtoras
não assumem o investimento necessário;
– suscetibilidade a incêndio, exigindo tratamentos
especiais nos elementos;
– utilização de equipamentos pesados para montagens
(guindastes, máquinas de solda, etc.).
Não obstante essas dificuldades, a produção de um edifício
em aço apresenta um elevado potencial de racionalização devido às
características intrínsecas ao material, pois:
– permite grande flexibilidade construtiva;
– toda a estrutura é previamente preparada em uma
fábrica ou indústria, ficando apenas a montagem para o canteiro;
– para o preparo de cada peça é necessário um
detalhamento prévio, e sendo assim, as decisões são necessariamente tomadas durante
a elaboração do projeto e não no canteiro
durante a execução do edifício; logo, não há decisões de canteiro, os detalhes construtivos
vêm previamente definidos;
– é possível a modulação de componentes
racionalizando-se as atividades de preparo e montagem da estrutura, bem como, possibilita
o emprego de outros elementos construtivos modulados (vedações, caixilhos);
Vantagens
de se utilizar o aço na construção civil
Na administração da obra:
• execução em fábrica, apenas montagem no canteiro;
• grande precisão dimensional;
• grande precisão quantitativa dos materiais;
• poucos itens de materiais (aço, parafusos, eletrodos, tintas);
• qualidade garantida das matérias primas (pelas usinas);
• uniformidade das matérias primas;
• pouca quantidade de homens na obra e mão-de-obra com maior qualificação.
Nas
fundações:
• leveza estrutural – 40 a 80 kg/m² (vigas e
colunas), até 80% menos (1/5 do peso do concreto);
• menores cargas nas bases;
• volumes menores nos blocos;
• sistemas mais econômicos.
Prazos:
• simultaneidade
de execução da estrutura e fundações; • avanços da montagem de 3 em 3 pavimentos; • possibilidade de alvenarias acompanharem a
montagem.
Custo financeiro:
• prazos finais reduzidos, antecipação de
utilização;
• retorno mais rápidos e utilização antecipada.
Demais
vantagens:
• aumento dos espaçamentos entre colunas,
aumentando a área útil nas garagens;
• menores riscos de alterações de previsão e
demanda graças à rapidez de entrega;
• maior valor residual (no caso de desmontagens) com
reaproveitamento de todo material estrutural.
Alvenaria
estrutural
A alvenaria, por sua vez, foi largamente utilizada
no passado como material estrutural para a construção de edifícios com dois e
até três pavimentos. No entanto, com o surgimento do concreto armado cedeu
lugar ao novo material. Hoje, a alvenaria ressurge com grandes possibilidades
de emprego para a produção de estruturas de edifícios de múltiplos pavimentos, sendo
denominada alvenaria estrutural.
E assim como o aço, é um material estreitamente
ligado à racionalização do processo de produção, pois além de constituir a estrutura
do edifício, constitui ao mesmo tempo a sua vedação vertical, o que proporciona
elevada produtividade para a execução do edifício. Além disso, a regularidade
superficial dos componentes e a “precisão” construtiva exigida pelo processo
possibilitam o emprego de revestimentos de pequena espessura reduzindo o
custo deste subsistema.
A utilização de
equipamentos tradicionais e a ausência quase totalde resíduo de construção são vantagens também
apresentadas nautilização da alvenaria
estrutural. Também as instalações podemser
racionalizadas ao se utilizar os componentes vazados dealvenaria (blocos) para a sua passagem, sem a
necessidade dequebrar a parede e,
consequentemente, sem a necessidade de serefazer
o serviço.
A utilização da alvenaria estrutural gerou a
necessidade de desenvolvimento do processo construtivo e de produção através do
projeto para produção, no qual são
feitos a modulação das peças e o detalhamento construtivo, a partir da
integração com outros subsistemas.
Como limitações podem ser citadas: a
impossibilidade de construir edifícios de grande altura, a falta de flexibilidade
arquitetônica e também a necessidade de componentes de alvenaria com
características adequadas, restrições a modificações nos apartamentos.
Concreto
protendido
Estruturas
moldadas in loco – lajes de grandes vãos – O concreto protendido tem sido empregado no Brasil
desde a década de 50 em obras de grande porte (em geral edifícios comerciais) e
onde há necessidade de grandes vãos.Proporcionar
grande flexibilidade de layout requer racionalização do sistema de fôrmas e
possibilita maior
organização do processo construtivo. Além disso, necessita de mão de obra especializada,
de equipamentos especiais (como macaco de protensão) e de grande diversidade de
materiais a serem estocados e controlados.
Estruturas
pré-moldadas – A
utilização do concreto protendido pode se dar através de peças pré-fabricadas,
o que traz a vantagem da utilização da mão-de-obra tradicional no
canteiro, confere maior limpeza e organização ao canteiro de obras e apresenta
curto prazo de execução. Por outro lado, diminui a flexibilidade arquitetônica,
tem alto custo, pequenas alturas (cerca de 25 m) e vãos médios (aproximadamente
10 m), uma vez que
o transporte passa a ser o limitante.
Concreto
armado
Desde o seu surgimento ganhou espaço significativo
na construção de edifícios, sejam edifícios baixos ou de múltiplos pavimentos. É,
sem dúvida, o material estrutural mais utilizado hoje no Brasil, tanto moldado
no local, como pré-fabricado. Principal tecnologia de produção de estruturas de
edifício no Brasil, portanto, principal objeto de estudo nesta disciplina.
Vantagens
de se utilizar o concreto armado na construção civil
– mão-de-obra tradicional da construção civil;
– equipamentos tradicionais;
– grande flexibilidade;
– amplo domínio da tecnologia.
A execução de
elementos com concreto armado deve seguir umesquema básico de produção que possibilite a obtenção
das peçaspreviamente projetadas e com a
qualidade especificada.
Conceituação
de fôrmas
As fôrmas são uma estrutura provisória, construída
para conter o concreto fresco, dando a ele a forma e as dimensões requeridas, e
suportá-lo até que ele adquira a capacidade de autossuporte. A fôrma pode ser
considerada como o conjunto de componentes cujas funções principais são:
• dar forma ao concreto – molde;
• conter o concreto fresco e sustentá-lo até que
tenha resistência suficiente para se sustentar por si só;
• proporcionar à superfície do concreto a rugosidade requerida;
• servir de suporte para o posicionamento da armação, permitindo a colocação de
espaçadores para garantir os cobrimentos;
• servir de suporte para o posicionamento de
elementos das instalações e outros itens embutidos;
• servir de estrutura provisória para as atividades
de armação e concretagem, devendo resistir às cargas provenientes do seu peso próprio,
além das de serviço, tais como pessoas, equipamentos e materiais;
• proteger o concreto novo contra choques mecânicos;
• limitar a perda de água do concreto, facilitando
a cura.
Elementos
constituintes de um sistema de fôrmas
Molde é o elemento que entra em contato direto com
o concreto, definindo o formato e a textura concebidos para a peça durante o
projeto
Estrutura do molde é o que dá sustentação e
travamento ao molde. É destinada a enrijecer o molde, garantindo que ele não se
deforme quando submetido aos esforços originados pelas atividades de armação e
concretagem. É constituído comumente por gravatas, sarrafos acoplados aos
painéis e travessões.
Escoramento (cimbramento) é o que dá apoio à estrutura
da fôrma. É o elemento
destinado a transmitir os esforços da estrutura do molde para algum ponto de
suporte no solo ou na própria estrutura de concreto. É constituído
genericamente por guias, pontaletes e pés-direitos.
Acessórios são componentes utilizados para nivelamento, prumo
e locação das peças, sendo constituídos comumente por aprumadores, sarrafos de
pé-de-pilar e cunhas.
Materiais
• madeira na forma de tábua;
• compensado;
• materiais metálicos - alumínio e aço;
• outros materiais como o concreto, a alvenaria, o
plástico, o papelão, a fôrma
incorporada, por exemplo, o poliestireno expandido ou lajotas cerâmicas e
materiais sintéticos.
Escoramentos
É comum o emprego de:
• madeira bruta ou aparelhada;
• aço na forma de perfis tubulares extensíveis e de
torres.
Armaduras
Barras de aço para concretos
Os aços para concreto armado, fornecidos em rolos
(fios) ou mais comumente em barras com aproximadamente 12 m de comprimento, são
empregados como armadura ou armação de componentes estruturais. Nesses componentes
estruturais, tais como blocos, sapatas, estacas, pilares, vigas, vergas e
lajes, as armaduras têm como função principal absorver as tensões de tração e
cisalhamento e aumentar a capacidade resistente das peças ou componentes comprimidos.
O concreto armado é conseqüência de uma aliança racional de materiais com características
mecânicas diferentes e complementares.
Segundo a norma NBR 7480, barras são produtos
obtidos por laminação a quente, com diâmetro nominal de 5,0 mm ou superior. Por
serem produzidos desta maneira, os aços CA25 e CA50 são denominados barras. Os fios são produtos de diâmetro
nominal inferior a 10 mm obtidos por trefilação ou laminação a frio. Todo o
CA60 é denominado fio.
Estocagem
As barras devem ser rigorosamente separadas segundo
seu diâmetro, de maneira a evitar possíveis enganos.
• evitar as condições que podem propiciar o
desenvolvimento da corrosão;
• evitar contato com o solo;
• dependendo das condições ambiente e do tempo em
que o aço permanecer estocado, muitas vezes, em caso de grande agressividade do
meio, deve-se evitar que o estoque de aço fique sujeito a intempéries.
Movimentação
– transporte manual moroso - o número de homens/hora
que são gastos para a organização do aço dentro do canteiro é muito grande;
– a organização do canteiro e em especial o
posicionamento do estoque de aço, são de fundamental importância para se conseguir
a racionalização do trabalho e boa fluidez da
produção. Isto vale tanto para o desembarque do aço como para todo o trabalho
relativo à sua utilização.
Importância do plano de corte
• os comprimentos das barras de aço requeridos nas vigas,
pilares, lajes, caixas
d'água, etc., são variáveis;
• as barras têm uma dimensão aproximadamente constante,
faz-se necessária uma programação do corte das barras de modo a evitar desperdícios
• se uma barra de 12 m é utilizada somente para
pilares de 3,30 m de altura, poderão ser utilizadas 3 barras de 3,30 m e haverá
uma sobra de 2,10 m sem uso. Dois metros de desperdício por barra representam
uma enorme perda (18% ).
Dobramento da armadura
Após a liberação das peças cortadas dá-se o
dobramento das barras, assim como seu
endireitamento (quando necessário), tais atividades são realizadas sobre uma
bancada
de madeira grossa com espessura de 5 cm, que corresponde a duas tábuas sobrepostas.
Sobre essa bancada usualmente são fixados diversos pinos. Os ganchos e
cavaletes são
feitos com o auxílio de chaves
de dobrar.
Em algumas obras encontramos casos de quebra de
barras de aço, quando do seu dobramento através de ferramentas manuais, este
fato é observado na maioria das vezes em obras onde existe grande variabilidade
de bitolas, para as quais, operários menos experientes não atentam para a necessidade
de substituir o diâmetro do pino de
dobramento, pois, para algumas bitolas eles são finos levando a barra, a sofrerem
um ensaio extremamente rigoroso de dobramento, chegando a romper por tração.
A recomendação para estes casos, que os diâmetros
dos pinos sejam os mais próximos possíveis aos especificados.
Montagem das armaduras
A ligação das barras e entre barras e estribos é feita
através da utilização de arame recozido. Possuem boa maleabilidade. O n.º 18 é
de maior espessura e o n.º 20 é de menor espessura).
Deve-se definir as peças estruturais cujas
armaduras serão montadas embaixo, no
próprio pátio de armação, (central de armação), e aquelas que serão montadas
nas
próprias fôrmas. Para esta definição devem ser considerados diversos fatores:
• dimensões das peças;
• o sistema de transporte disponível na obra;
•a espessura
das barras para resistir aos esforços de transporte da peça montada, entre
outros.
Posicionamento e cobrimento da armadura
Quando da colocação das armaduras nas fôrmas todo o
cuidado deve ser tomado de modo a garantir o perfeito posicionamento da armadura
no elemento final a ser concretado. Os dois problemas fundamentais a serem
evitados são a falta do cobrimento de concreto especificado (normalmente da
ordem de 25 mm para o concreto convencional) e o posicionamento incorreto da
armadura negativa (tornada involuntariamente armadura positiva). Para evitar a
ocorrência destas falhas é recomendável a utilização de dispositivos
construtivos específicos para
cada caso.
O cobrimento
mínimo será obtido de modo mais seguro com oauxílio dos espaçadores ou pastilhas fixados à armadura,
sendoos mais comuns de concreto,
argamassa, matéria plástica emetal. Estes
espaçadores, porém, não devem provocardescontinuidades
muito marcantes no concreto e, portanto, osaspectos de durabilidade e aparência devem ser
verificadosquando de sua utilização
O cobrimento de concreto na armadura é de vital
importância na durabilidade, mas também pelos benefícios adicionais, como por
exemplo, a resistência ao fogo. É preocupante ao constatar que esse ponto é freqüentemente
negligenciado. Devemos em todos os casos garantir o total cobrimento das armaduras,
lembrando que o aço para concreto armado estará apassivado e protegido da
corrosão quando estiver em um meio fortemente alcalino propiciado pelas reações
de hidratação do cimento.
Posicionamento da armadura negativa (lajes)
Com relação à armadura negativa utilizam-se os
chamados "caranguejos". O espaçamento entre "caranguejos" é
função do diâmetro do aço que constitui a armadura negativa, bem como, do diâmetro
do aço do próprio "caranguejo".
Proponho que assista a esse vídeo, bastante interessante, sobre o concreto armado, um assunto amplo na unidade de estruturas que vai se estender, mais profundamente, pela 2ª parte deste projeto.