Pesquisar este blog

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

PATOLOGIA DAS CONSTRUÇÕES V


TRINCAS E FISSURAS



As trincas e fissuras são fenômenos próprios e inevitáveis do concreto armado e que podem se manifestar em cada uma das três fases de sua vida: fase plástica, fase de endurecimento e fase de concreto endurecido.



Causas da fissuração

A fissuração ocorre sempre que a deformação à tração a que o concreto está submetido excede sua própria resistência. A capacidade de deformação à tração do concreto varia com a idade e velocidade de aplicação da deformação.

Há vários mecanismos básicos que podem originar deformações no concreto:

·      Movimentos gerados no interior do concreto – Normalmente estes efeitos só causam
tensões se o movimento do concreto é restringido. Estas restrições podem ser locais, por exemplo, armaduras, ou gerais (vínculos da estrutura), por exemplo: retração de secagem, expansão ou contração térmica, deformação plástica, etc.;

·      Expansão de materiais no interior do concreto – É o caso da corrosão das armaduras,
que se expandem, gerando tração no concreto;

·      Condições externas impostas – Acarretadas da ação de cargas ou deformações
impostas pela própria estrutura, por exemplo, recalques diferenciais.

O concreto “jovem” é particularmente propício a fissurar. Dentro da fase de transição entre concreto fresco e concreto endurecido “jovem”, é um período crítico, que começa poucas horas depois da concretagem (cerca de 2 a 16 horas), já em que neste período as resistências à tração e a deformabilidade do concreto são muito baixas.

Tipos de fissuras

Fissuração por retração plástica e por assentamento plástico

Há dois tipos de fissuração plástica: por retração plástica, a qual habitualmente ocorre em lajes e por assentamento plástico que pode ocorrer nas bordas das peças de concreto.

A fissuração por retração plástica é característica de concreto fresco, causado pela tensão capilar da água nos poros do concreto. Ocorrem nas primeiras 2 a 4 horas depois da mistura do concreto, pouco depois do desaparecimento do brilho da pasta úmida. Sua causa ocorre quando a perda d’água por evaporação supera a quantidade de água de exsudação, ativando forças capilares na água dos poros.

Ocorrem nas zonas próximas a superfícies horizontais. São paralelas entre si, distanciadas entre 0,2 a 1 metro, formando ângulos aproximados de 45˚ com as quinas.

Merece atenção especial a fissuração horizontal por assentamento plástico, que pode ocorrer quando há pouca separação entre as armaduras. Estas fissuras causam delaminação do cobrimento de concreto sobre as armaduras. Quando coincide com outros mecanismos de deterioração, como ciclo gelo / desgelo ou corrosão das armaduras, corre-se o risco de desprendimento repentino e imprevisto da maior parte do cobrimento do concreto e consequente risco de ruptura estrutural.

Fissuração por cargas diretas

São causadas por esforços produzidos por cargas aplicadas (flexão, cortante, torção, etc.).

Devem se destacar os seguintes pontos:

·      Quando a fissura ocorre mais ou menos paralelamente à direção esperada da tensão  
principal de tração, é provável que sejam fissuras pequenas (menor que 0,5 mm) devido às cargas de serviço, normalmente quando a armadura atua no limite de escoamento;

·      Enquanto nos ensaios de laboratório pode-se obter um grande número de fissuras
com pouca separação entre si, na prática isto não deve ocorrer, pois as cargas de serviço reais raramente são bastante elevadas para gerar um grande número de fissuras;

·      Quando as larguras das fissuras devido às cargas são grandes, indica quase sempre
que tenha sido incorreto o cálculo estrutural, posicionamento das armaduras ou o cálculo das cargas atuantes.

Fissuração causada por deformações impostas

São causados por deformações impostas, como variação térmica, recalques, etc. Sua característica comum é que as tensões e consequente fissuração aparecem onde a estrutura ou elementos da mesma se opõe aos movimentos impostos. Quanto maior é a coesão das estruturas, mais elevadas serão as tensões e mais largas e profundas serão as fissuras.

As diferenças térmicas são causas frequentes deste tipo de fissuração. Também podem ocorrer devido ao resfriamento rápido do concreto de grandes volumes, devido ao elevado calor de hidratação do cimento.

Estas fissuras são sempre superficiais, de poucos mm ou cm de profundidade, tipo “fissuração de mapa”. Tendem a não serem visíveis quando da redução da temperatura, sendo, no entanto, visíveis quando se umedece a superfície do concreto.

Fissuras alinhadas com as armaduras

A importância da fissuração em relação à durabilidade e capacidade de resposta durante a vida útil da estrutura depende fundamentalmente da fissura seguir ou não longitudinalmente a direção das armaduras. São especialmente importantes devido à corrosão das armaduras, aderência das armaduras e resistências frente aos esforços cortantes com o desenvolvimento da fissura longitudinal.

As fissuras causadas por esforços de tração ou flexão derivados das cargas diretas, ou por deformações impostas, costumam ser perpendiculares às armaduras principais. No entanto, a existência de armaduras transversais às principais pode fazer com que as fissuras se alinhem com estas últimas.

As fissuras plásticas podem ocasionalmente alinhar-se com as armaduras. As fissuras por assentamento plástico são normalmente na direção das armaduras.

O risco de ocorrência de fissuração ao longo das armaduras é alto, em particular para as armaduras transversais e, especialmente, nos casos que se tem um recobrimento de concreto menor nas armaduras secundárias do que nas principais, tal como nos estribos de vigas.

Causas principais de fissuração

Geometria da estrutura

Mudanças bruscas de geometria provocam assentamentos plásticos que conduzem à fissuração ou induzem contrações locais de tensões, por exemplo, lajes nervuradas e alveolares.

O número das fissuras e suas dimensões dependem do grau de coesão estrutural, tanto interna como externa. A coesão interna, por exemplo, entre partes finas em grossas de uma mesma seção, ou entre o interior e a superfície de uma seção, vem influir nas diferenças de temperaturas produzidas durante as primeiras fases de endurecimento do concreto, durante o uso e pela disposição das armaduras.

Disposição das armaduras

A armadura pode ocasionar o início da fissuração, seja por transmitir cargas concentradas no concreto, seja por originar uma influência desfavorável sobre a colocação em obra e o assentamento do concreto

Podem ocorrer em regiões com cargas concentradas em regiões de pequeno raio, nos pontos de corte das armaduras, em rebaixos, em regiões de elevada tensão de aderência, nos pontos de ancoragem de protensão, etc.

O posicionamento das armaduras é fator decisivo para assegurar uma boa compactação do concreto, tanto no seu recobrimento quanto na separação das mesmas, especialmente em zonas fortemente armadas, como nas proximidades dos pilares e fundações e nos cruzamentos de vigas, pilares e lajes.

Composição do concreto

A dosagem do concreto influi principalmente sobre as fissuras causadas por deformações plásticas e assentamento plástico, fenômenos que dependem da exsudação do concreto.

A seleção cuidadosa da granulometria dos agregados, a utilização de aditivos plastificantes reduz a ocorrência de fissuração por assentamento plástico.

Execução e cura do concreto

A qualidade de mão de obra associada ao processo de execução tem uma influência decisiva sobre a homogeneidade e uniformidade do concreto moldado em obra, assim como do correto posicionamento das armaduras. A espessura do cobrimento das armaduras, assim como a qualidade do concreto, a baixa permeabilidade, são parâmetros básicos a respeito da resistência da estrutura frente à agressividade do meio ambiente.

A fissuração que surge durante o processo de concretagem e do período inicial do endurecimento do concreto pode ser a principal causa de uma posterior aceleração dos processos de deterioração, quando estes dependem da água e outras substâncias agressivas (CO₂, ácidos, sulfatos, etc.) que penetram ao interior do concreto a partir da superfície do mesmo.

Gelo e degelo

Quando a água se congela no interior dos poros dos materiais de construção, apresenta um crescimento volumétrico de 9%. Havendo saturação dos poros do concreto, e não havendo espaço para a expansão do congelamento, podem surgir tensões que causam a fissuração do concreto.

O descongelamento do concreto pode provocar uma importante queda de temperatura superficial do concreto (salto térmico). A diferença de temperatura entre a parte interna e externa do concreto dá lugar a um estado de tensões internas capazes de produzir fissuras nas camadas superficiais do concreto.

Os agregados mais permeáveis absorvem a água e se expandem durante o congelamento e destroem a pasta de cimento endurecido. Os sintomas típicos de tais processos são os desprendimentos locais a partir das partículas de maior tamanho.

A utilização de aditivo incorporador de ar pode melhorar a resistência do concreto frente ao ciclo gelo / desgelo. Outros parâmetros importantes são a relação água / cimento e o teor de cimento.


sábado, 8 de outubro de 2011

TRELIÇAS E VIGAS



As treliças são estruturas formadas por elementos indeformáveis, aos quais se dá o nome de barras, ligados entre si por articulações que se consideram perfeitas, os nós.

Definição de treliças

Treliça é toda estrutura constituída de barras ligadas entre si nas extremidades. O ponto de encontro das barras é chamado nó da treliça. Os esforços externos são aplicados unicamente nos nós.

Denomina-se treliça plana, quando todas as barras de uma treliça estão em um mesmo plano.

Para se calcular uma treliça deve-se:

·                    determinar as reações de apoio;
·                    determinar as forças nas barras.

A condição para que uma treliça de malhas triangulares seja isostática é:

2n = b + v, onde:

b = número de barras.
n = número de nós.
v = número de reações de apoio.

Adota-se como convenção de sinais:

·                    barras tracionadas: positivo (setas saindo do nó);
·                    barras comprimidas: negativo (setas entrando no nó).


Os esforços nas barras das treliças podem ser resolvidos por métodos gráficos e analíticos.  Um dos vários processos analíticos usuais é o método do equilíbrio dos nós.

Método do equilíbrio dos nós

Inicialmente devem-se identificar os nós e verificar os tipos de reações de apoio.

Como os apoios móveis restringem somente deslocamentos os perpendiculares ao plano do apoio, tem-se uma reação vertical.

Como os apoios fixos restringem deslocamentos paralelos e perpendiculares ao plano do apoio, tem-se uma reação vertical e uma
reação horizontal.

Introdução a vigas

Vigas são elementos de barras, submetidas a cargas transversais em relação a seu eixo e destinadas a vencer vão.

As cargas podem ser classificadas em relação à área, em que são aplicadas, em concentradas e distribuídas. As cargas concentradas são aquelas cuja superfície de contato com o corpo que lhe resiste é desprezível comparada com a área do corpo. As cargas distribuídas são aquelas aplicadas ao longo de um comprimento ou sobre uma superfície, podendo ser uniforme ou não uniforme.

Tipos de cargas

Cargas distribuídas

As cargas distribuídas sobre vigas são cargas por unidade de comprimento. Estas cargas, uniformes ou variáveis, podem ser representadas por uma carga concentrada equivalente, cujo valor corresponde à área formada pela figura que representa a carga distribuída e é aplicada em seu centro de gravidade.

Carga uniformemente distribuída

Carga por unidade de comprimento (tf/m, kgf/m, kN/m)

R = carga equivalente, definida como R = q.a (área do retângulo)

O ponto de aplicação da carga equivalente é o centro de gravidade do retângulo, ou seja, x = a/2

Carga distribuída variável

·                    Triangular

O valor da carga equivalente é a área do triângulo, ou seja, R = q.a/2 e é aplicada no centro de gravidade.

Centro de gravidade: x' = 2.a/3 e x'' = a/3


·                    Trapezoidal

O valor da carga equivalente é a área do trapézio, ou seja, R = (p + q)/2 .a, e é aplicada no centro de gravidade: x = a/3 . (2p + q)/p + q

Apoios ou vínculos

Apoios ou vínculos são elementos que  restringem movimentos das estruturas e recebem a seguinte classificação:

Apoio móvel ou apoio fixo

• Impede movimento na direção normal (perpendicular) ao plano do apoio;
• Permite movimento na direção paralela ao plano do apoio;
• Permite rotação.
• Impede movimento na direção normal ao plano do apoio;
• Impede movimento na direção paralela ao plano do apoio;
• Permite rotação.

Engastamento

• Impede movimento na direção normal ao plano do apoio;
• Impede movimento na direção paralela ao plano do apoio;
• Impede rotação.

Equações diferenciais de equilíbrio

Os esforços solicitantes são obtidos a partir das equações de equilíbrio que regem o comportamento das vigas. Seja a viga em balanço submetida a um carregamento genérico (q), há um equilíbrio de um elemento infinitesimal de viga. Admite-se que o carregamento neste elemento de comprimento infinitesimal seja constante.

As equações diferenciais de equilíbrio são dadas por:

Equilíbrio de forças na direção vertical

∑ Fy = 0
∑ Fy = 0 ⇒ V − qdx − ( V + dV ) = 0 ⇒ dV = −qdx

dV/dx = − q, portanto, dV(x)/dx = − q(x)

Equilíbrio de momentos em relação ao equilíbrio de forças em y no ponto a

∑ MA = 0
∑ MA = 0 ⇒ − M − Vdx + qdx . dx/2 + (M + dM ) = 0
dM = Vdx − q dx²/2, mas, q dx²/2 = 0
V (x) = dM (x)/dx

Equações diferenciais de equilíbrio

d² M(x)/dx² = − q (x)

Notar que a expressão da força cortante V(x) possui um grau a mais que a expressão do carregamento q(x) e a expressão do momento fletor M(x) possui um grau a mais que a expressão da força cortante.

Dado um carregamento q(x) qualquer, os esforços V(x) e  M(x) são obtidos pela integração das equações diferenciais de equilíbrio, impondo condições de contorno.

Condições de contorno

Para x = 0, a força cortante é nula:
V (0) = 0 ⇒ C₁ = 0
Para x = 0, o momento fletor é nulo:
M (0) = 0 ⇒ C₂ = 0

Logo:

V (x) = − qx
M (x) = − qx²/2

Note que:

q(x) grau zero  → constante
V(x) primeiro grau  → linear
M(x) segundo grau  → parabólico
_____________________________________________________________________________

Assista a esse vídeo que mostra a análise e a classificação das treliças.


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

ADMINISTRAÇÃO APLICADA V

O ADMINISTRADOR, O EMPREENDEDOR, AS TENDÊNCIAS E AS MUDANÇAS NO MUNDO DA ADMINISTRAÇÃO



"O empreendedor tem a percepção de oportunidade, já o administrador guia-se pelos critérios de desempenho.”

Administrador

·         Profissional pago para gerenciar pessoas e tomar decisões organizacionais, envolvendo recursos disponíveis na mesma, para efetivação de seus objetivos.

·         O administrador não é necessariamente um empreendedor.

Empreendedor

·         Pessoa com iniciativa e propensão para assumir riscos, com facilidade para identificar oportunidades de negócios.

·         Pessoa com grande interesse/necessidade de empreender/realizar.

·         Pessoa criativa e com feeling para iniciar negócios e identificar oportunidades.

Espírito empreendedor

Processo de iniciar um negócio, organizar os recursos necessários e assumir seus respectivos riscos e recompensas.

Fatores que incentivam novos empreendedores

·         Mudanças recentes na economia, gerando novas oportunidades de negócios.

·         A redução drástica do quadro de pessoal das organizações contemporâneas
(Downsizing).

·         Indenizações oriundas de demissões, aposentadoria precoce, indenizações decorrentes de Planos de Demissão Voluntária (PDV).

·         Interesse dos funcionários em se tornarem autônomos.

·         Crescentes opções de franquias, as quais possuem taxa de fracasso menor do que a abertura típica de um negócio próprio (devido ao apoio fornecido pelo franqueador em termos de marketing, operações e administração).
 
Como os empreendedores identificam oportunidades?

·         Identificando necessidades sociais.
·         Observando deficiências em produtos ou serviços já existentes no mercado.
·         Observando tendências.
·         Derivando oportunidades em função de sua ocupação atual.
·         Procurando outras aplicações para produtos ou serviços já existentes no mercado.
·         Explorando hobbies.
·         Lançando moda.
·         Imitando o sucesso alheio.

Fatores a serem considerados na escolha do negócio

·         Sazonalidade.
·         Efeitos da situação econômica.
·         Controle governamental.
·         Dependência de elementos (matéria-prima) de disponibilidade e custo incerto.
·         Ciclo de vida do setor (expansão, estagnação ou retração).
·         Lucratividade.
·         Mudanças que estão ocorrendo no setor.
·         Efeitos da evolução tecnológica.
·         Grau de imunidade à concorrência.
·         Atração/afinidade pessoal com o negócio.
·         Barreiras à entrada.

A importância do empreendedor na formação da riqueza do país

A riqueza de uma nação é medida por sua capacidade de produzir, em quantidade suficiente, os bens e serviços necessários ao bem-estar da população. Por esse motivo, acredita-se que o melhor recurso de que dispomos para solucionar os graves problemas sócio-econômicos de um país é a liberação da criatividade dos empreendedores, através da livre iniciativa, para produzir esses bens e serviços.

Fatores inibidores do potencial empreendedor

·         Preocupação quanto ao abandono de uma carreira bem-sucedida (status).
·         Medo ou falta de disposição para assumir riscos.
·         Falta de capital inicial.
·         Falta de incentivo.

Campos onde há oportunidades

·         Energético.
·         Alimentício.
·         De reciclagem de materiais e controle da poluição.
·         Da tecnologia da informação.
·         Educação.
·         Saúde.
·         Nanotecnologia.
·         Biotecnologia.
·         Macroengenharia.

Mudança

·         Representa a transição de um estado para outro (por exemplo: de conforto e estabilidade para incerto e instável, e vice-versa).

·         Refere-se a tornar as coisas diferentes.

·         Alteração do status quo.

Tipos de mudanças

·         Mudança planejada: são as atividades de mudança que são intencionais e orientadas por metas.

·         Mudança de primeira ordem: mudança linear, que não implica em nenhum desafio fundamental na premissa sustentada pelos funcionários sobre o mundo ou sobre como a organização pode melhorar suas operações.

·         Mudança de segunda ordem: mudança multivisional, em múltiplos níveis, descontinua e radical, que envolve uma reconsideração das premissas sobre a organização e o mundo no qual ela opera.

Mudança e política

Uma vez que a mudança invariavelmente ameaça o status quo, ela implica, em sua essência, uma atividade política.

Administração da mudança

É um desafio que está diante de todas as organizações contemporâneas, e é o modo como as organizações administram as mudanças em seu ambiente organizacional será o que inevitavelmente distinguirá a vitória da derrota em um mundo em constante mudança. As organizações que conseguirem explorar a mudança poderão capitalizar as oportunidades ilimitadas geradas por ela.

Inovação organizacional

·         A inovação estimula as oportunidades e o crescimento organizacional.
·         A inovação é um tipo especial de mudança.
·         A inovação diz respeito a uma idéia nova aplicada a criação ou melhoria de um produto processo ou serviço.

Os gerentes como agentes de mudança

·         Pessoas que estimulam e assumem a responsabilidade pela administração no processo de mudança.

·         Líder transformacional que reformulam as organizações e conseguem com que os funcionários participem e acompanhem as mudanças.

·         Indivíduo que pode demonstrar liderança visionária e qualidade carismática.

O que os gerentes podem mudar

·         A estrutura organizacional: implica fazer uma alteração nas relações de autoridade, nos mecanismos de coordenação, no redesenho de cargos ou em variáveis estruturais semelhantes.

·         A cultura organizacional: implica na reformulação dos valores centrais da organização.

·         A tecnologia: envolve modificações no modo como o trabalho é processado e nos métodos e equipamentos utilizados.

·         O ambiente: implica alterar o espaço e a disposição do local de trabalho.

·         As pessoas: envolve mudança de atitudes, habilidades, expectativas, percepções ou comportamento dos funcionários.

Perspectivas futuras da administração

·      Mudanças rápidas e inesperadas (no campo do conhecimento e no nº populacional).
·      O crescimento das organizações nacionais e multinacionais.
·      Mudanças nas atividades e processos produtivos (exige mão-de-obra qualificada).

Fatores que provocarão impacto nas organizações do futuro

·      Crescimento das atividades organizacionais e sua complexidade administrativa.
·      Concorrência mais aguda.
·      Sofisticação da tecnologia.
·      Escassez de recursos naturais.
·      Globalização da economia e internacionalização dos negócios.
·      Formação de blocos econômicos.
·      A formação, em 1995, da OMC (Organização Mundial do Comercio).
·      Fim das práticas protecionistas.
·      Automatização de processos produtivos e administrativos.
·      O desemprego dos desqualificados.
·      As organizações serão mais cobradas pela sociedade, pelos governos e pelos ambientalistas.
·      Preocupação com a ecologia e a qualidade de vida (e outros como crescimento desordenado das cidades, aumento de violência e problemas viários).
·      Preocupação com a qualidade e com os clientes.
·      Aplicação efetiva do Código de Defesa do Consumidor.
·      Redução da hierarquia organizacional.
·      As organizações terão de lidar com a administração da incerteza.

Fatores que provocam resistências à mudança

Fatores de resistência individual

·      Hábitos: alterações em rotinas exigem esforços.
·      Segurança: medo de perder a suposta segurança obtida.
·      Fatores econômicos: medo de redução de remuneração.
·      Medo do desconhecido: a mudança provoca sentimento de incerteza e insegurança.
·      Medo da perda do controle da informação: a mudança gera novas informações e
processos, agora desconhecidos.

Fatores de resistência organizacional

·      Inércia estrutural: incapacidade de mudança estrutural.

·      Foco limitado de mudança: incapacidade de mudanças sistêmicas.

·      Inércia de grupo: protecionismo de grupos com interesses contrapostos.

·      Ameaça à especialização: medo quanto a mudanças na estrutura e nas relações entre
cargos e funções (novas exigências de qualificações).

·      Ameaça às relações estabelecidas de poder: medo da perda de poder dentro da
organização.

·      Ameaças às relações estabelecidas de recursos: medo da perda de recursos
organizacionais.

 Etapas para superar a resistência a mudança

·         Avaliar o clima para mudança: representa um fator importante para a prontidão para mudar.

·         Definir estratégias para reduzir a resistência:

Ø Realize uma auditoria de identidade organizacional antes de empreender qualquer
mudança importante.
Ø Dê à mudança o feitio adequado a organização.
Ø Apresente a mudança como significativa e necessária e, ao mesmo tempo, vincule-a
a aspectos valorizados da identidade organizacional.
Ø Introduz a mudança em uma série de pessoas de alcance médio.
Ø Tome o caminho de menor resistência.
Ø Saiba quanta mudança sua organização é capaz de tolerar.

·      Reduza a resistência:

Ø Eduque e comunique aos funcionários sobre a importância da mudança.
Ø Envolva o funcionário no processo de mudança, incentivando-o a participar.
Ø Apoie e oriente o funcionário durante o processo de mudança.
Ø Negocie com os envolvidos quando necessário.
Ø Manipule, quando necessário, os envolvidos no processo de mudança.
Ø Empregue mecanismos de coerção sobre os resistentes a mudança se necessário.

Problemas inerentes às organizações tradicionais

·         Fragmentação do trabalho: a fragmentação baseada na especialização cria “paredes e chaminés” que separam funções diferentes em feudos independentes e freqüentemente em guerra.

·         Ênfase exagerada na competição: impede a cooperação entre as pessoas e departamentos.

·         O imediatismo: desvia a atenção da administração para a resolução de problemas, em lugar de concentrá-la na criatividade.

Administração participativa

·      É uma filosofia ou doutrina que valoriza a participação das pessoas no processo de tomada de decisões sobre diversos aspectos da administração das organizações.

·      Consiste em compartilhar as decisões que afetam a empresa, não apenas com funcionários, mas também com clientes ou usuários, fornecedores, e eventuais distribuidores ou concessionários da organização.

Vantagens de uma administração participativa

·      Aproveita o potencial de contribuição intelectual das pessoas, contribuindo para aumentar a qualidade das decisões administrativas, a satisfação e a motivação das pessoas.

·      Aprimorando a decisão e o clima organizacional, a administração participativa contribui para aprimorar a competitividade das organizações.

Principais ferramentas da administração participativa

·      Informação: através da qual a organização procura aprimorar os canais de comunicação com funcionários, clientes e outras pessoas que têm algum tipo de relacionamento ou interesse na organização (ex.: comunicação com clientes - SAC, comunicação com funcionários - jornais internos e caixas de sugestões, comunicação visual - quadros de aviso, redução das comunicações simbólicas - uniformes, refeitórios e escritórios padronizados).

·      Envolvimento do processo decisório: evolver significa consultar as pessoas, individualmente ou em grupo, sobre a solução de problemas, no nível do local de trabalho.

·      Equipes autogerenciadas: grupo de pessoas com um objetivo, que pode decidir como fazer para alcançá-lo e que trabalha dentro de uma área de autonomia definida de comum acordo com a administração.

·      Participação na direção ou co-gestão: compreende a representação institucional dos funcionários na administração da empresa e em casos que a administração de um empreendimento de qualquer natureza é partilhada com outras pessoas ou instituições que não aquelas vinculadas diretamente ou permanentemente à estrutura de direção ou propriedade da empresa.

·      Participação nos resultados: mecanismo de recompensa através do qual os funcionários beneficiam-se dos resultados de seu esforço.

Principais mudanças nas dimensões organizacionais para a implementação de administração participativa

·      Mudança comportamental: mudanças nos valores, hábitos, atitudes e condutas de toda a organização.

·      Mudanças na estrutura organizacional: mudanças no sistema de normas e procedimentos hierárquicos (job enrichment, empowerment, job enlargement).

·      Mudanças de interfaces: aumento nas interfaces/relacionamentos entre funcionários, clientes, fornecedores, parceiros e a própria direção da organização.

Benchmarking

·      É uma técnica que consiste em fazer comparações e procurar imitar as organizações, concorrentes ou não, do mesmo ramo de negócio ou outro, que façam algo de maneira peculiarmente bem feita.

·      O benchmarking representa um processo contínuo de medição e padronização, de abrangência ampla, para o adequado desenvolvimento de produtos, serviços e/ou procedimentos.

·      Caracteriza-se como um processo de mudança organizacional através da “imitação” e aprimoramento do desempenho observado em outras empresas.

·      A essência do benchmarking é a busca das melhores práticas da administração, como forma de ganhar vantagens competitivas.

Etapas de um benchmarking

·      Determinar em quais funções praticá-la.
·      Identificar as principais variáveis de desempenho para mensurar-se.
·      Identificar as melhores empresas do setor.
·      Mensurar o desempenho dessas melhores empresas.
·      Mensurar o desempenho da empresa em questão (a sua própria).
·      Especificar programas e ações para preencher os hiatos.
·      Programar e monitorar os resultados.

Importância do processo de benchmarking

·      Identificar as melhores empresas de cada setor, segmento ou atividade específica.
·      Analisa tanto os concorrentes diretos como os indiretos.

Tipos de benchmarking

·      Interno
·      Competitivo (externo direto)
·      Funcional (externo indireto)
·      Genérico (funções semelhantes em todas as empresas)

Novos paradigmas da administração

·      Downsizing (diminuição de tamanho): em busca de maior eficiência na utilização de seus recursos e redução de custos, as organizações achataram a hierarquia, simplificaram seus processos de trabalho, promoveram o aumento da produtividade e diminuíram seus quadros, afetando definitivamente as estruturas hierárquicas e as perspectivas para o desenvolvimento de carreira.

·      Terceirização: consiste em uma estratégia para diminuição do tamanho da organização e redução de custos com tarefas ditas secundárias, significa colocar para fora, demitir e contratar quem era empregado.

·      Multiespecialização: em busca de maior eficiência, as organizações procuraram tornar sua força de trabalho menos especializada, substituindo o operário especializado por outro polivalente ou multifuncional.

·      Organização virtual: é o produto da possibilidade de transferir e receber informações entre locais distantes. Essa possibilidade foi materializada pela evolução da micro-eletrônica em geral e dos computadores em particular, interligados em redes por meio de sistemas de comunicação. A comunicação entre dois pontos, para qualquer finalidade, torna dispensável a presença física dos clientes e funcionários. Assim, a organização virtual é aquela que não precisa estar em lugar nenhum, mas está em todos os lugares. As organizações virtuais atuam nas seguintes dimensões:

Ø Dimensão virtual (no ambiente on-line).
Ø Dimensão real (o produto, o fornecedor e o cliente são reais).
Ø Dimensão sem fronteiras (não existe relação de distância e tempo).

·      Trabalhador virtual ou teletrabalho: funcionários (assalariados ou contratados) que, a partir de qualquer local, pode trabalhar sem estar fisicamente presente no local em que as tarefas são realizadas. Sempre que necessário, ele comunica-se com o escritório por meio de algum recurso de tecnologia da informação, em vez de ir até a empresa para realizar ou deixar um determinado trabalho.

·      Outplacement: é uma técnica de gestão de recursos humanos que visa apoiar os trabalhadores dispensados rumo à sua reinserção profissional. As consultorias em outplacement fornecem aconselhamento financeiro e formação em recrutamento e seleção. Há quem prefira criar centros de outplacement internos, que prestam auxílio aos trabalhadores dispensados e aos que são recolocados em novas funções.

·      Joint-Venture: ocorre quando duas ou mais Organizações Concorrentes se unem para diminuir o risco de investimento e desenvolvimento de uma nova tecnologia (produto, processo, meio, etc...).

·      Parceria: ocorre quando duas ou mais Organizações, concorrentes ou não, se unem para melhorar seu processo produtivo.

·      Responsabilidade social empresarial trata-se do compromisso contínuo nos negócios pelo comportamento ético que contribua para o desenvolvimento econômico, social e ambiental. A Responsabilidade Social remete, em síntese, à construção de uma cidadania organizacional no âmbito interno da empresa e à implementação de direitos sociais no âmbito externo. A Responsabilidade Social é uma forma de conduzir os negócios da empresa de tal maneira que a torna parceira e co-responsável pelo desenvolvimento social, ou seja, as organizações perceberam que a responsabilidade social poderá alavancar sua imagem junto à comunidade, os consumidores, e aos funcionários, passando a representar um grande diferencial competitivo.

·      Gestão ambiental: representa o esforço das organizações em satisfazer as expectativas dos consumidores por produtos que determinem menores impactos ambientais ao longo de seu ciclo de vida (produção, embalagem, consumo, descarte, etc...), e a divulgação desses esforços de modo a gerar maior consumo desses produtos e maiores lucros para a empresa. A gestão ambiental é boa para a empresa porque busca a eficiência no uso dos materiais, ajuda a reduzir os custos de produção e aumenta a credibilidade e legitimidade da organização junto a consumidores, clientes e sociedade em geral.

·      Administração em rede: ocorre quando duas ou mais organizações autônomas se unem e se complemento no desenvolvimento de um determinado processo produtivo.

·      Unidades de negócios: correspondem a organizações autônomas que pertencem a um mesmo grupo (holding).

·      Holding: corresponde a uma organização que administra um grupo de outras organizações autônomas (unidades de negócios).

·      Clusters regionais: ocorrem quando as organizações de uma determinada região se organizam, de forma complementar, em prol do desenvolvimento de uma dada atividade produtiva.

·      Takeover (incorporação ou aquisição): ocorre quando uma organização compra (incorpora ou adquire) outra(s) organização(s) do mercado.

·     Fusão: ocorre quando duas ou mais organizações se fundem dando origem a uma terceira e nova organização.